B3 reduz preço de 101 BDRs internacionais para atrair investidores
B3 reduz preço de 101 BDRs para atrair investidores

A B3, bolsa de valores brasileira, anunciou nesta segunda-feira (27) a redução do preço de mais de 100 Brazilian Depositary Receipts (BDRs) de empresas internacionais. O ajuste será feito por meio de uma mudança na paridade dos ativos, com o objetivo de tornar o investimento em companhias globais mais acessível ao investidor brasileiro.

O que são BDRs e como funciona a paridade?

Os BDRs são certificados negociados no Brasil que representam ativos emitidos no exterior, como ações de empresas estrangeiras. Na prática, eles permitem que o investidor acesse empresas globais diretamente pela B3, em reais, sem a necessidade de abrir conta fora do país. A paridade é a relação entre o BDR negociado no Brasil e o ativo original no exterior, indicando quantos BDRs correspondem a uma ação da companhia estrangeira.

Quando essa relação é ajustada para uma quantidade maior de BDRs por ação, cada recibo passa a representar uma fração menor do ativo original. Com isso, o preço unitário do BDR fica mais baixo, tornando a entrada mais acessível para o investidor.

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Detalhes da redução: 101 BDRs e quatro etapas

Ao todo, 101 BDRs passarão pelo ajuste de paridade. A expectativa é de que o preço unitário dos recibos fique mais próximo da faixa entre R$ 50 e R$ 100. A implementação será realizada em quatro etapas: a Tranche 1, com vigência em 27 de julho; a Tranche 2, em 10 de agosto; a Tranche 3, em 17 de agosto; e a Tranche 4, em 24 de agosto.

A lista contempla empresas de diferentes setores da economia global, como tecnologia, indústria, saúde, comunicação, serviços financeiros, energia, utilidades, alimentos e consumo. Entre elas estão SAP SE (SAPP34), referência global em software corporativo; GE Aerospace (GEOO34), ligada ao setor aeroespacial; e KLA Corp (K1LA34), do segmento de semicondutores.

Como o ajuste afeta os investidores existentes?

Nas datas previstas para cada tranche, a mudança será operacionalizada por meio de um evento de desdobramento para os investidores que já possuem os BDRs impactados em carteira. Isso significa que a posição será ajustada para refletir a nova paridade, sem afetar o valor total da aplicação.

“Nosso objetivo é de tornar o acesso a empresas globais cada vez mais simples e compatível com a realidade do investidor brasileiro”, afirma Ricardo Campanhã, gerente do Banco B3.

Forma de negociação permanece a mesma

A forma de negociação não muda. O investidor continua podendo comprar e vender BDRs pela corretora, da mesma maneira que negocia ações, ETFs (fundos de índice) ou fundos imobiliários. Basta buscar o ativo pelo ticker (código de negociação) ou nome de pregão na plataforma, avaliar se o produto é adequado ao perfil e enviar a ordem de compra ou venda.

A medida visa estimular o acesso a empresas globais, especialmente em setores como tecnologia e saúde, que têm forte presença internacional. Com preços mais baixos, a expectativa é que mais investidores brasileiros possam diversificar suas carteiras com ativos estrangeiros de qualidade.

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