El Salvador, um país menor que o estado de Sergipe e com apenas 6 milhões de habitantes, tornou-se protagonista no discurso da direita na América Latina. Seu presidente, Nayib Bukele, ganhou status de herói nesse campo político. Em 2015, o país foi considerado o mais perigoso do mundo, mas desde 2019 a taxa de homicídios caiu mais de 90%.
A ascensão de Bukele e a virada na segurança
Nayib Bukele foi eleito em 2019 com forte apelo nas redes sociais e discurso de combate à criminalidade. No poder, ele mudou a Constituição para permitir a reeleição, perseguiu opositores, nomeou aliados na Suprema Corte e ignorou garantias legais aos direitos humanos.
O repórter especial da TV Globo Álvaro Pereira Jr., que visitou El Salvador em 2024 para produzir uma reportagem indicada ao Emmy Internacional, afirma: “A redução da violência é inegável, mas o preço pago em termos de democracia é alto”.
Análise de especialistas
O cientista político Leandro Piquet Carneiro, especialista em segurança pública na América Latina, e o professor da Universidade Federal Fluminense Thiago Rodrigues também participam da análise. Carneiro destaca: “Bukele criou um modelo que atrai a direita, mas que fragiliza instituições democráticas”.
Dados mostram que a guerra contra gangues matou 500 presos em quatro anos, segundo ONGs. Juristas acusam o governo de Bukele de crimes contra a humanidade. Além disso, Bukele propôs prisão perpétua para menores assassinos ou estupradores.
Contexto regional
O fenômeno Bukele inspira a extrema direita na Colômbia, com Abelardo de la Espriella, fã de Trump, Milei e Bukele. O episódio do podcast O Assunto, apresentado por Natuza Nery, aborda esses temas.
O podcast é produzido por Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Desde a estreia em agosto de 2019, O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio, e mais de 14,2 milhões de visualizações no YouTube.



