Quênia investiga morte de 15 elefantes em parque nacional Amboseli
Quênia investiga morte de 15 elefantes em Amboseli

O Quênia investiga a morte de 15 elefantes no Parque Nacional de Amboseli e áreas adjacentes ao longo do último mês. Dez dos animais apresentavam sinais de paralisia parcial antes de morrer, e exames preliminares indicaram a presença de uma substância tóxica. O parque, conhecido por suas grandes manadas de elefantes e vistas do Monte Kilimanjaro, é um dos destinos turísticos mais emblemáticos do país.

Detalhes das mortes e investigação

De acordo com o Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS), as mortes começaram a ser notificadas há cerca de quatro semanas. As equipes de veterinários foram acionadas para coletar amostras de tecidos e água. Até o momento, 10 elefantes exibiram sintomas neurológicos como dificuldade de locomoção e paralisia progressiva. Os outros cinco morreram sem sinais aparentes de doença.

Os exames laboratoriais iniciais descartaram doenças infecciosas comuns como antraz ou carbúnculo. A suspeita recai sobre uma toxina ainda não identificada, possivelmente ingerida em fontes de água ou vegetação contaminadas. Análises de solo e água estão em andamento.

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Impacto na conservação e turismo

Amboseli abriga cerca de 1.500 elefantes, uma das maiores populações do Quênia. A perda de 15 animais em curto período preocupa conservacionistas. O turismo de observação de elefantes é vital para a economia local, gerando empregos e receita para comunidades ao redor. A KWS afirmou que intensificará o patrulhamento e monitoramento dos mananciais.

Organizações não governamentais, como a Amboseli Trust for Elephants, colaboram na investigação. O diretor do parque, Dr. John Wambua, declarou: “Estamos mobilizando todos os recursos para identificar a causa e evitar novas mortes. A situação é grave, mas confiamos na ciência para esclarecer o ocorrido.”

Histórico de ameaças aos elefantes

Os elefantes de Amboseli enfrentam ameaças recorrentes, como secas, conflitos com humanos e caça furtiva. No entanto, mortes em massa por intoxicação são raras. Em 2020, 11 elefantes morreram no vizinho Parque Nacional Tsavo após consumirem plantas tóxicas. A atual investigação busca descartar ou confirmar causas naturais ou antropogênicas.

A KWS recomenda que turistas e moradores evitem contato com animais doentes e informem imediatamente qualquer avistamento de elefantes debilitados. A área do parque permanece aberta, mas com restrições em zonas de quarentena.

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