O Museu do Louvre, em Paris, reabriu nesta quarta-feira a Galeria de Apolo, local de um espetacular roubo de joias avaliadas em 88 milhões de euros (US$ 102 milhões) em outubro de 2025. O público poderá observar os adornos do salão, que retomará sua função original do século XVII como 'galeria cerimonial'. As vitrines com coleções de joias serão alocadas em outros pontos do museu.
Joias realocadas para espaços seguros
'As joias que não foram roubadas serão apresentadas em espaços seguros, em outras partes do museu', disse o diretor Christophe Leribault à Reuters. 'Também é uma oportunidade de redescobrir a esplêndida arquitetura e a decoração desta galeria', acrescentou ele à AP.
Roubo em plena luz do dia
Em 19 de outubro de 2025, uma quadrilha entrou na galeria usando um caminhão de caçamba e roubou oito joias da coroa da França em plena luz do dia. Nenhuma das peças foi localizada até agora. Leribault foi nomeado para comandar o Louvre em fevereiro, após a renúncia do ex-diretor Laurence des Cars.
Reações e reforço na segurança
'Aquele dia sinistro, quando peças icônicas foram tiradas, não pode ser esquecido, e de fato, acredito que não deveria ser esquecido', disse a ministra francesa da Cultura, Catherine Pegard. 'Foi um trauma para o mundo inteiro, que, por vários dias, expressou seu choque e tristeza em todas as línguas. Foi um trauma para nós, descobrir a fragilidade de um lugar que achávamos inabalável e que, como tantos outros, provou ser vulnerável.' A segurança no museu de Paris foi reforçada com a adição de novas câmeras de vigilância e sistemas anti-invasão.



