Exposição imersiva no MUHCAB revive Machado de Assis e a Pequena África
Exposição imersiva no MUHCAB revive Machado de Assis

O Rio Machado de Assis 'ganha vida' em uma exposição imersiva sobre a Pequena África no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB), no Rio de Janeiro. A mostra 'Território Inventivo Pequena África' reúne realidade aumentada, realidade virtual, maquetes e mapas interativos para contar a história da região considerada berço da cultura afro-brasileira na cidade.

Realidade aumentada e figuras históricas

Machado de Assis é um dos personagens que aparecem em realidade aumentada nos espelhos interativos da exposição. Os visitantes podem interagir com figuras históricas como o próprio escritor e Zumbi dos Palmares, que ganham vida por meio da tecnologia. A mostra destaca a contribuição cultural da região, que abriga sítios arqueológicos e comunidades remanescentes de quilombos.

Segundo a curadoria, a exposição utiliza recursos tecnológicos para aproximar o público da história afro-brasileira. 'A realidade aumentada permite que os visitantes vejam Machado de Assis como se estivesse presente, conversando sobre sua obra e sua relação com a Pequena África', explicou um dos curadores.

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Maquetes e mapas interativos

Além das experiências virtuais, a exposição conta com maquetes detalhadas da região da Pequena África e mapas interativos que mostram a evolução urbana e a presença de comunidades afrodescendentes ao longo do tempo. Os mapas permitem que o público explore diferentes camadas históricas, desde o período colonial até os dias atuais.

A mostra integra o acervo permanente do MUHCAB e tem como objetivo preservar e divulgar a memória da Pequena África, que inclui bairros como Saúde, Gamboa e Santo Cristo. A região é conhecida por ser o principal ponto de desembarque de africanos escravizados no Brasil e por abrigar importantes manifestações culturais, como o samba e o jongo.

Impacto cultural e educativo

A exposição 'Território Inventivo Pequena África' já recebeu mais de 5 mil visitantes desde a abertura, segundo dados do museu. A mostra tem sido elogiada por educadores e pesquisadores por seu potencial pedagógico. 'É uma forma inovadora de ensinar a história afro-brasileira, especialmente para jovens que já estão familiarizados com a tecnologia', afirmou uma professora que visitou a exposição com seus alunos.

A iniciativa também conta com o apoio de instituições de pesquisa e universidades, que contribuíram com acervos históricos e consultoria científica. O MUHCAB espera que a exposição se torne um ponto de referência para o estudo da cultura afro-brasileira no Rio de Janeiro.

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