Uma pesquisa recente revelou que 89% das empresas brasileiras não proíbem o envio de mensagens de WhatsApp para os funcionários após o expediente. O estudo também aponta que 48,9% das companhias consideram que atender chamadas depois do horário de trabalho se tornou uma prática rotineira entre as equipes. Especialistas alertam para o aumento dos riscos psicossociais decorrentes dessa conectividade constante.
Falta de limites entre vida pessoal e profissional
O levantamento, realizado com empresas de diversos setores, indica que a cultura do “sempre disponível” está se consolidando no ambiente corporativo brasileiro. Para muitos trabalhadores, a linha entre o horário de trabalho e o tempo pessoal se tornou tênue. 48,9% das organizações afirmam que responder a chamadas e mensagens fora do expediente já é considerado normal.
Riscos psicossociais alertados por especialista
O especialista consultado na pesquisa destaca que essa prática eleva os riscos psicossociais, como estresse, ansiedade e burnout. A ausência de uma pausa efetiva pode comprometer a saúde mental dos colaboradores. “É fundamental que as empresas estabeleçam políticas claras de desconexão para preservar o bem-estar das equipes”, afirma o profissional.
O que dizem os números
Entre as empresas que não proíbem o contato após o expediente, a maioria não possui regras formais sobre o tema. Apenas 11% das companhias implementaram algum tipo de restrição ao uso de WhatsApp fora do horário comercial. Já em relação às chamadas telefônicas, quase metade das organizações admite que a prática se tornou habitual.
Impactos na produtividade e saúde
Embora a disponibilidade constante possa ser vista como sinal de comprometimento, os efeitos negativos a longo prazo incluem queda na produtividade e aumento do absenteísmo. O especialista recomenda que as empresas promovam campanhas de conscientização e adotem medidas como o direito à desconexão, já aplicado em alguns países.



