Setores pressionam para reverter fim da taxa das blusinhas
Pressão de setores para reverter fim da taxa das blusinhas

A indústria têxtil e outros setores econômicos afetados pelo fim da chamada "taxa das blusinhas" intensificam a pressão sobre o Congresso Nacional para reverter a caducidade da medida provisória que estabelecia a tributação. A medida, que expira em 8 de setembro, perdeu força diante da falta de votação no Legislativo, gerando apreensão entre empresários e trabalhadores.

Contexto da taxa das blusinhas

Criada para proteger a produção nacional contra a inundação de produtos asiáticos de baixo custo, a taxa das blusinhas incidia sobre importações de itens de vestuário e acessórios. O governo federal enfrenta críticas pela ausência de defesa comercial efetiva, enquanto setores como o têxtil e calçadista registram queda na produção e fechamento de fábricas.

Pressão no Congresso

Lideranças sindicais e representantes patronais realizam reuniões com deputados e senadores para tentar aprovar um projeto de lei que restabeleça a tributação ou uma nova medida provisória. "Precisamos de uma ação urgente para evitar o colapso de milhares de empregos", afirmou o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), em nota.

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Impactos políticos e econômicos

A situação preocupa o Palácio do Planalto, pois a votação da medida pode se tornar um fator eleitoral para a reeleição do presidente Lula. Aliados do governo temem que a paralisia no Congresso fortaleça o discurso da oposição sobre a falta de proteção à indústria nacional. Enquanto isso, as importações de produtos asiáticos aumentaram 30% no primeiro semestre, segundo dados do Ministério da Economia.

Próximos passos

Com a validade se aproximando do fim, a alternativa é a apresentação de um novo texto pelo Executivo ou a mobilização dos líderes partidários para pautar a votação. Setores afetados prometem intensificar as manifestações, incluindo atos em Brasília na primeira semana de agosto.

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