Haval H6 perde liderança de híbridos para BYD Song no Brasil
Haval H6 perde liderança de híbridos para BYD Song

Haval H6 perde o topo do ranking de híbridos

O GWM Haval H6 chegou ao Brasil em 2023 e, no ano seguinte, tornou-se o carro híbrido mais vendido do país, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). No entanto, o reinado durou pouco. Em 2025, a linha Song, da rival BYD, assumiu a liderança. Atualmente, o Song Plus (R$ 249.990) e o Song Pro (a partir de R$ 189.990) vendem, juntos, cerca de 50% a mais que a linha H6.

O consultor automotivo Milad Kalume Neto explicou ao g1 que a perda de espaço do modelo da GWM é resultado de uma combinação de fatores. O principal é o preço: o BYD Song Pro parte de R$ 189.990, R$ 9.910 a menos que a versão mais barata do H6 e R$ 60 mil a menos que o H6 com mesmo sistema híbrido plug-in. Segundo Kalume Neto, a montadora também demorou a renovar seu portfólio. "A BYD teve um portfólio mais amplo de produtos. A GWM ficou muito ‘presa’ apenas ao H6", afirma. Ele destaca ainda o marketing mais agressivo da BYD e uma rede maior de concessionárias.

Vendas ainda expressivas

Apesar da perda da liderança, o Haval H6 não vende mal. Entre janeiro e junho de 2026, a linha H6 registrou 20.142 unidades emplacadas, mais que o dobro do terceiro colocado, o Omoda 5 (9.184). O BYD Song liderou com 31.538 unidades. O ritmo de crescimento do H6 se manteve nos últimos três anos.

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Pontos fortes do Haval H6

O visual imponente do H6 chama atenção, com carroceria robusta e grade frontal ampla. A versão PHEV19 (R$ 250.000) testada pelo g1 oferece boa lista de equipamentos: 6 airbags, teto solar panorâmico, painel digital, projeção no para-brisa, central multimídia de 14,5 polegadas, câmera 360°, piloto automático adaptativo, sensor de chuva, porta-malas automático, banco elétrico e reconhecimento facial do motorista, que salva preferências automaticamente. O sistema de estacionamento autônomo faz a baliza sozinho. O porta-malas é o maior entre os concorrentes, com 560 litros (ante 552 do Song Plus, 520 do Song Pro e 500 do Jaecoo 7), suficiente para oito malas de bordo.

Pontos fracos e incômodos

O H6 tem alguns pontos negativos. A haste da seta não retorna automaticamente, exigindo adaptação. O ar-condicionado não respeita a temperatura escolhida: mesmo ajustado a 22 °C, a cabine ficou mais fria. O sistema de direção semiautônoma emite alertas excessivos; ao desativar o piloto automático, soam alerta sonoro e aviso de voz simultaneamente. A desaceleração involuntária ocorre ao alertar o motorista para manter as mãos no volante, mesmo em situações normais, podendo causar riscos.

Desempenho e conforto

A suspensão é firme, agradando ao gosto brasileiro. O comportamento é bom em altas e baixas velocidades. O motor híbrido plug-in oferece respostas rápidas, com turbo entregando força em baixas rotações e pouco ruído. Mesmo com quatro adultos e ar-condicionado ligado em subida, o desempenho se manteve. O sistema mantém carga mínima de 20% para preservar o motor elétrico. O espaço interno é generoso: uma pessoa com 1,90 m sentada atrás teve mais de um palmo de espaço para o banco dianteiro. O acabamento é macio ao toque na maior parte da cabine.

Para quem é o H6?

O Haval H6 agrada por seu conjunto. Fabricado em Iracemápolis (SP), é flex e atende quem prefere porte imponente sem ser um jipão. Oferece mais tecnologia que concorrentes, como estacionamento autônomo e projeção no para-brisa. Porém, é um dos mais caros: cerca de R$ 60 mil acima do Jaecoo 7 (a partir de R$ 189.990) e do BYD Song Pro (entre R$ 189.990 e R$ 199.990). O Song Pro é inferior em potência e porta-malas; o Jaecoo 7 é mais próximo tecnicamente.

Para famílias com até dois filhos, os três atendem bem. Quem prioriza tecnologia e porta-malas maior deve escolher o H6 PHEV19. Para viagens curtas no modo elétrico, o BYD Song Plus é melhor, já que o H6 PHEV19 não oferece esse modo. O H6 PHEV35 (R$ 290 mil) permite, mas é mais caro.

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