Com a chegada das férias escolares, muitos tutores de cães enfrentam o desafio de deixar seus pets em segurança durante as viagens. Mudanças abruptas na rotina podem gerar ansiedade nos animais, mas é possível minimizar o estresse com planejamento e adaptação gradual.
Impacto emocional da separação
Segundo Beatriz França, especialista em comportamento animal, a ausência dos tutores pode afetar profundamente o bem-estar emocional dos pets. "Cães são animais de rotina e muito apegados aos seus donos. Quando essa rotina é quebrada de forma repentina, eles podem apresentar sinais de ansiedade, como latidos excessivos, destruição de objetos e até perda de apetite", explica.
A especialista ressalta que cada animal reage de maneira diferente, mas a preparação prévia é fundamental para tornar a transição mais tranquila.
Dicas para preparar o pet
Beatriz França sugere algumas estratégias para ajudar o cão a lidar com a ausência dos tutores:
- Estabelecer vínculos prévios com cuidadores: Apresente o pet ao cuidador (seja um familiar, amigo ou profissional) com antecedência. Realize encontros curtos e positivos, com brincadeiras e petiscos, para que o animal associe a pessoa a experiências agradáveis.
- Familiarizar-se com novos ambientes: Se o pet for ficar em outro local, leve-o para visitas curtas antes da viagem. Deixe-o explorar o espaço e se acostumar com os cheiros e sons.
- Manter objetos familiares: Deixe brinquedos, cobertores ou peças de roupa com o cheiro do tutor no ambiente onde o cão ficará. Isso traz conforto e segurança.
- Adaptação gradual: Antes da viagem, simule pequenos períodos de ausência. Saia de casa por alguns minutos e vá aumentando o tempo aos poucos, para que o pet se acostume com a ideia de que o tutor sempre volta.
Cuidados durante a estadia
Além da preparação, é importante garantir que o cuidador mantenha a rotina do animal o mais próximo possível do habitual. Horários de alimentação, passeios e brincadeiras devem ser respeitados. "Manter a rotina dá previsibilidade ao cão, o que reduz a ansiedade", afirma Beatriz.
A especialista também recomenda que o tutor mantenha contato, se possível, por videochamadas ou deixe um objeto com sua voz gravada. "O cão reconhece a voz do dono e isso pode acalmá-lo", completa.
Sinais de alerta
Se o pet apresentar sinais intensos de estresse, como agressividade, automutilação ou recusa alimentar por mais de 24 horas, é importante buscar orientação de um médico veterinário ou especialista em comportamento animal. "Em alguns casos, pode ser necessário o uso de feromônios sintéticos ou até medicação prescrita por profissional", alerta Beatriz.
Com planejamento e carinho, é possível que tanto o tutor quanto o pet aproveitem as férias com mais tranquilidade.



