O dermaplaning, técnica de esfoliação facial que utiliza uma lâmina para remover células mortas e pelos finos, ganhou enorme popularidade após ser adotada pela influenciadora Virginia Fonseca. No entanto, o procedimento levanta questões sobre seus reais benefícios e possíveis riscos, gerando debate entre especialistas e seguidores.
O que é o dermaplaning e como funciona?
O dermaplaning consiste em passar uma lâmina esterilizada sobre a superfície da pele, em movimentos suaves e precisos, para remover a camada mais superficial de células mortas e os pelos terminais (os chamados “peach fuzz”). O resultado imediato é uma pele mais lisa, com aspecto renovado e que favorece a aplicação de maquiagem. A técnica é indolor e não requer anestesia, sendo realizada em clínicas de estética ou até mesmo em casa, o que aumentou sua disseminação nas redes sociais.
Riscos e cuidados necessários
Especialistas alertam que, apesar de parecer simples, o dermaplaning exige cuidados rigorosos para evitar complicações. “O uso inadequado da lâmina pode causar microcortes, irritações, vermelhidão e até infecções”, explica a dermatologista Carla Albuquerque, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “A técnica não altera a estrutura ou o crescimento dos pelos, que voltam a crescer normalmente, sem ficarem mais grossos ou escuros, ao contrário do que muitos acreditam.”
Outro ponto importante é que o dermaplaning não substitui tratamentos de rejuvenescimento mais profundos, como peelings químicos ou laser. “Ele é um procedimento superficial, indicado para quem busca uma textura mais uniforme e melhor aderência da maquiagem, mas não trata rugas, manchas ou flacidez”, complementa a especialista.
Benefícios e contraindicações
Entre os benefícios do dermaplaning estão a remoção imediata de pelos superficiais e células mortas, proporcionando uma pele mais luminosa e macia. Além disso, a técnica pode potencializar a absorção de produtos cosméticos aplicados em seguida. No entanto, pessoas com pele sensível, acne ativa, rosácea, dermatite ou feridas abertas devem evitar o procedimento, sob risco de agravar o quadro.
“A avaliação individual é fundamental antes de adotar o dermaplaning”, reforça a dermatologista. “Cada pele reage de uma forma, e o que funciona para uma pessoa pode não ser adequado para outra. Recomendo sempre buscar um profissional qualificado para realizar o procedimento, especialmente nos primeiros usos.”
Popularidade nas redes e influência de Virginia Fonseca
A influenciadora Virginia Fonseca, que frequentemente compartilha sua rotina de beleza com milhões de seguidores, foi uma das principais responsáveis por popularizar o dermaplaning no Brasil. Em seus vídeos, ela mostra o passo a passo da técnica e os resultados imediatos, o que gerou uma onda de buscas e imitações. No entanto, especialistas alertam que a prática caseira, sem os devidos cuidados de higiene e técnica, pode trazer riscos.
“O dermaplaning feito em casa com lâminas não adequadas ou sem a preparação correta da pele pode causar danos”, afirma a esteticista Fernanda Lima, que realiza o procedimento em seu consultório. “É importante usar lâminas específicas, descartáveis, e seguir um protocolo de limpeza e hidratação antes e depois.”
Conclusão: vale a pena?
O dermaplaning pode ser uma opção válida para quem deseja uma pele mais lisa e uniforme, desde que realizado com segurança e respeitando as contraindicações. A técnica não é milagrosa, mas, quando bem executada, oferece resultados visíveis e temporários. A chave está na informação e na orientação profissional, evitando modismos que possam comprometer a saúde da pele.



