Rosamaria destaca evolução da seleção com jovens e foco no Sul-Americano
Rosamaria: evolução com jovens e foco no Sul-Americano

A seleção brasileira feminina de vôlei já virou a página após a medalha de prata na Liga das Nações (VNL), conquistada no último domingo em Macau, na China. A equipe foi derrotada pela Turquia na final por 3 sets a 1, mas o sentimento predominante no desembarque em Guarulhos (SP) foi de resignação e olhar para o futuro imediato: o Campeonato Sul-Americano, que será disputado entre os dias 8 e 13 de setembro no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.

A competição continental vale uma vaga direta para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, o que a transforma no principal objetivo da equipe comandada por José Roberto Guimarães. "É muito rápido. Parece que as Olimpíadas de Paris, em 2024, foram ontem. E já tem outra batendo na porta. Quatro anos passam muito rapidamente. O Sul-Americano é, de fato, o nosso maior objetivo do ano. É o que vai poder garantir uma vaga em Los Angeles, se a gente vencer. Assim, a gente poderá trabalhar com mais tranquilidade nos próximos dois anos", afirmou a oposta Rosamaria.

A atleta de 32 anos, que possui duas medalhas olímpicas (prata em Tóquio 2020 e bronze em Paris 2024), destacou o processo de renovação da seleção após os Jogos de Paris. "A gente já se renovou em relação aos Jogos de Paris e chega muito bem nesta metade do ciclo. É muito importante ter conquistado mais uma medalha para trazer para casa. Neste processo que estamos vivendo é muito importante ver como nosso time está sendo montado. A gente vê a evolução, principalmente, de jogadoras muito jovens", acrescentou.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Folga e reapresentação para o Sul-Americano

Rosamaria e as outras 11 atletas que estiveram na China ganharam uma semana de folga. A reapresentação está marcada para a próxima terça-feira, dia 4, no Centro de Treinamento da CBV, em Saquarema (RJ). Lá, os treinamentos serão intensificados com foco total no Sul-Americano.

O técnico Zé Roberto já revelou que espera contar com o retorno da ponteira Gabi, principal jogadora e capitã da seleção, que ficou fora da VNL desta temporada devido a um desconforto na região lombar. Ela fez tratamento intensivo, mas optou-se por preservá-la para a disputa continental. "A gente viu novas lideranças surgindo, responsabilidades acontecendo. Esse jogo contra a Itália me chamou muito a atenção pela atitude que o time teve. Estou bem esperançoso de tudo. A gente está se mantendo no pódio e jogando de igual para igual com todas as seleções do mundo", comentou o treinador.

Ausências que geraram novas lideranças

Além de Gabi, outras três jogadoras importantes desfalcaram a equipe nas finais da VNL: a central Júlia Kudiess e a oposta Tainara se machucaram ao longo do torneio, enquanto a líbero Nyeme não viajou para jogos no exterior para não ficar longe da filha pequena, Antonella. Para Zé Roberto, essas ausências acabaram por permitir o surgimento de novas lideranças, algo que ficou evidente na semifinal contra a Itália, atual campeã olímpica e mundial, quando o Brasil venceu por 3 sets a 2.

"A gente viu novas lideranças surgindo, responsabilidades acontecendo. Esse jogo contra a Itália me chamou muito a atenção pela atitude que o time teve. Estou bem esperançoso de tudo. A gente está se mantendo no pódio e jogando de igual para igual com todas as seleções do mundo", reiterou o comandante.

A medalha de prata na VNL foi a quinta do Brasil na história da competição, mantendo a equipe entre as potências mundiais. Agora, o foco é total no Sul-Americano, que dará ao campeão a vaga olímpica. A expectativa é de que o Maracanãzinho receba grande público para empurrar a seleção em busca do título.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar