A seleção feminina da Espanha, atual campeã mundial, já projeta a conquista do bicampeonato na Copa do Mundo de 2027, que será realizada no Brasil. Desde a histórica vitória em 2023, o país europeu aposta em um projeto sólido de formação de atletas, com destaque para talentos geracionais como Vicky López e Lucía Corrales, que representam a próxima geração pronta para manter a hegemonia.
Evolução desde 2023: base mantida e renovação natural
Após o título inédito na Austrália e Nova Zelândia, a Espanha não estagnou. A federação local investiu pesado nas categorias de base, criando um fluxo constante de jogadoras que absorvem a identidade tática da equipe principal. Segundo o relatório da entidade, o time mantém as referências de 2023, mas já incorpora nomes como a meio-campista Vicky López, de apenas 19 anos, e a atacante Lucía Corrales, de 21, ambas surgidas nas divisões inferiores do Barcelona.
A renovação é vista como um processo natural, e não como uma crise. A comissão técnica, liderada por Jorge Vilda (que permaneceu após o título), enfatiza a continuidade tática: posse de bola, pressão alta e variações ofensivas. A Espanha chega ao Brasil como uma das favoritas, com um elenco que mescla experiência de veteranas como Alexia Putellas e a energia da nova geração.
Brasil: estruturação e exemplo internacional
Enquanto a Espanha consolida seu domínio, o Brasil avança na estruturação do futebol feminino. Após 2019, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) implementou um plano de desenvolvimento que inclui competições nacionais mais robustas e parcerias com clubes. Times como Corinthians e Barcelona (que tem forte presença de brasileiras) impulsionam a profissionalização.
Jogadoras brasileiras em ligas internacionais, como a própria Espanha, trazem experiência estratégica para a seleção canarinha. A presença de atletas como Marta (embora em fase final de carreira) e novas promessas como Gabi Portilho e Duda Sampaio demonstra o avanço. O Brasil quer usar o fator casa em 2027 para tentar o primeiro título mundial feminino.
O desafio da Copa no Brasil e o favoritismo espanhol
A Copa do Mundo de 2027 será a primeira sediada na América do Sul, e o Brasil espera que o apoio da torcida impulsione a seleção. No entanto, a Espanha chega com um histórico recente imbatível: além do título de 2023, venceu a Liga das Nações e se classificou com folga para o torneio. O técnico Vilda destacou, em coletiva, que "o grupo está coeso e focado em escrever mais uma página dourada".
O planejamento espanhol inclui amistosos de alto nível e um centro de treinamento em São Paulo durante o Mundial. A federação também investiu em análise de dados e preparação física, visando minimizar o impacto do calor e da altitude em algumas cidades-sede. Com um elenco profundo e tática afiada, a Espanha busca não apenas o bicampeonato, mas também consolidar uma dinastia no futebol feminino.



