Bortoleto explica problema de largada da Audi e vê solução lenta
Bortoleto explica problema de largada da Audi e vê solução lenta

Gabriel Bortoleto explicou os motivos pelos quais a Audi enfrenta dificuldades nas largadas na temporada de estreia na Fórmula 1. Em entrevista ao podcast Na Ponta dos Dedos, do ge, na terça-feira (21), o piloto brasileiro afirmou que o problema está relacionado ao turbocompressor maior dos carros da Audi em comparação com fornecedoras como Ferrari e Mercedes, e que uma solução definitiva pode não chegar em 2026 devido ao teto de gastos.

O problema do turbocompressor

Bortoleto destacou que a Fórmula 1 tornou as largadas menos automatizadas, dando mais responsabilidade aos pilotos, mas a Audi sofre com limitações ao soltar a embreagem e reduzir o giro do motor. “O motivo por que a gente sofre na largada é que você consegue ouvir quando assiste à Ferrari, ou aos motores da Mercedes, eles conseguem soltar a embreagem até mais agressivos do que a gente. Conseguem abaixar bastante o giro do motor, então você ouve o motor caindo muito o giro. Na hora que ele sobe de giro, talvez o tamanho do turbo deles ajude e permita a eles descerem tanto de giro e depois subir, sem perder a pressão do turbo. E os caras disparam na largada”, analisou.

No caso da Audi, o carro tem um limite para descer o giro do motor durante a largada; caso contrário, o motor pode morrer. “Se você assiste à nossa largada, a gente tem um limite que consegue descer de giro, desce até uma certa quantidade. Tanto que quando solta a embreagem, você nunca vê o barulho do motor caindo tanto. O motor continua ainda com o giro bem alto, mas porque a gente não consegue no momento. Então a gente precisa lidar com o problema que tem, e se desce mais do que isso, o motor literalmente morre”, acrescentou.

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Impacto na temporada e soluções em andamento

Embora a equipe tenha reduzido os problemas nas últimas corridas, Bortoleto já perdeu 17 posições somando as corridas sprint. O brasileiro não acredita que a Audi conseguirá resolver a questão ainda em 2026, devido ao teto de gastos da categoria. “É uma limitação que a gente tem e que tem tentado trabalhar em volta, até conseguir uma solução definitiva, mas que não é algo rápido. É um desenvolvimento de motor, demora um tempo e provavelmente nem vai ser para esse ano. Tem que ter paciência, a gente tem que tentar tirar tudo que consegue do procedimento atual. Para o futuro, tentar trazer uma evolução grande para tentar ser um dos melhores na largada. Mas isso leva tempo, desenvolvimento, dinheiro… são muitos outros fatores”, concluiu.

Bortoleto também avaliou que mesmo uma largada perfeita pode não ser suficiente para superar rivais diretos como Alpine e Racing Bulls. “Mesmo que a gente faça a largada perfeita, talvez seja uma largada mediana até para as equipes disputando com a gente”, disse.

Próximo desafio: GP da Hungria

Gabriel Bortoleto retorna à pista neste domingo (26) para o GP da Hungria, último antes das férias de verão europeu da F1. O brasileiro acredita que pode pontuar pela terceira vez consecutiva. A corrida começa às 10h (horário de Brasília) e terá transmissão ao vivo da TV Globo e do sportv 3, com cobertura em tempo real do ge.globo.

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