O grupo sul-coreano BTS anunciou nesta quarta-feira (29) que não disputará o Grammy 2027, posicionando-se contra a nova categoria 'Melhor Performance de Música Pop Asiática', criada pela premiação. Em comunicado compartilhado nas redes sociais dos integrantes, o grupo afirmou: 'Decidimos não inscrever nossa música no Grammy este ano. Esperamos que a música possa ser ouvida e receber amor por si só, sem ser dividida por região ou idioma. Agradecemos aos ARMYs e a todos que estão sempre conosco.'
Nova categoria gera controvérsia
A Academia de Gravação anunciou em 16 de junho a inclusão de cinco novas categorias para a 69ª edição do Grammy, marcada para 7 de fevereiro de 2027. Entre elas, a categoria 'Melhor Performance de Música Pop Asiática' abrange gêneros como K-pop, J-pop e C-pop. O BTS, um dos maiores expoentes do K-pop, decidiu não participar como forma de protesto contra o que consideram uma segregação musical.
Impacto no mercado fonográfico brasileiro
Outra categoria criada, 'Melhor Música Latina', estabelece critérios que excluem o Brasil. Segundo o regulamento, a categoria é destinada a compositores de obras inéditas escritas predominantemente em espanhol, com no mínimo 51% da letra nesse idioma. Isso deixa o mercado fonográfico brasileiro, majoritariamente em português, fora da disputa principal.
Reações e desdobramentos
A decisão do BTS gerou ampla repercussão entre fãs e críticos musicais. Muitos veem o boicote como um posicionamento contra a categorização por origem geográfica, defendendo que a música deve ser avaliada por sua qualidade, independentemente do idioma. O grupo, que já venceu prêmios no Grammy em edições anteriores, mantém sua base de fãs leais, conhecida como ARMY, que apoia a iniciativa.
Novas categorias do Grammy 2027
Além das já mencionadas, o Grammy introduziu: 'Melhor Colaboração ou Performance em Dupla/Grupo de R&B', 'Melhor Performance Vocal Pop Tradicional' e 'Melhor Álbum de Música Folclórica Tradicional'. Essas adições visam ampliar a representatividade da premiação, mas o BTS argumenta que a criação de categorias específicas por região pode fragmentar a indústria musical.



