Relógios raros se consolidaram como o novo símbolo de status entre jogadores de futebol, substituindo as joias chamativas que antes dominavam o vestuário dos craques. A mudança reflete uma tendência global conhecida como 'quiet luxury' (luxo discreto), onde a exclusividade e a história das peças ganham mais destaque do que o brilho ostensivo.
Especialista explica a transformação no consumo de luxo
Renan Bastos, especialista no mercado internacional de alta relojoaria, explica que os atletas passaram a comunicar status e exclusividade de forma mais sutil. 'Antes, era comum ver jogadores exibindo correntes de ouro e diamantes. Agora, o foco está em relógios de edição limitada, como Patek Philippe e Rolex, que carregam histórias e artesanato excepcionais', afirma Bastos.
Craques aderem ao luxo discreto
Astros como Lionel Messi e Neymar são exemplos dessa nova linguagem de prestígio. Messi, por exemplo, foi flagrado usando um Patek Philippe Nautilus avaliado em mais de R$ 1 milhão, enquanto Neymar exibe um Rolex Daytona personalizado. A tendência também é seguida por jovens promessas, como Lamine Yamal e Enzo Fernández, que já investem em peças raras.
Impacto no mercado de alta relojoaria
A adoção dos relógios raros pelos jogadores impulsionou o mercado de alta relojoaria, com aumento na demanda por modelos vintage e edições especiais. Segundo Bastos, 'a visibilidade que esses atletas dão às peças eleva o valor de mercado e atrai novos colecionadores'. A tendência reflete uma evolução no consumo de alto padrão, onde a autenticidade e a herança são mais valorizadas que o excesso.



