O Juventude vive um momento financeiro delicado, mas a campanha na Copa do Brasil surge como uma válvula de escape. O clube gaúcho empatou em 0 a 0 com o Atlético-MG no jogo de ida das oitavas de final e, se avançar às quartas, embolsará mais R$ 4 milhões em premiação. Esse valor é crucial para amenizar o déficit orçamentário da temporada, agravado pelo rebaixamento no ano passado e pelos estragos causados por um temporal em Caxias do Sul.
Premiação acumulada e impacto financeiro
Com as cinco fases disputadas até agora, o Juventude já arrecadou quase R$ 10 milhões em cotas da Copa do Brasil. Esse montante, porém, não cobre integralmente as despesas operacionais e a premiação distribuída aos atletas. A diretoria planejava injetar cerca de R$ 7 milhões com um patrocinador máster, valor que corresponderia a metade do orçamento previsto para 2025. No entanto, após oito meses de negociações, as propostas recebidas não passam de 50% desse montante.
Temporal causa prejuízo de R$ 200 mil
Os fortes ventos e o granizo da semana passada causaram danos significativos no Alfredo Jaconi e, principalmente, no Centro de Formação de Atletas e Cidadãos (CFAC). O levantamento preliminar indica prejuízo de aproximadamente R$ 200 mil, com trabalhos de recuperação ainda em andamento. Essa despesa extra pressiona ainda mais o orçamento do clube, que busca alternativas para equilibrar as contas.
Dificuldade para encontrar patrocinador máster
O presidente Fábio Pizzamiglio explicou que a maioria dos potenciais patrocinadores são casas de apostas, que enfrentam um cenário legislativo desfavorável. Em entrevista à Rádio Caxias, ele detalhou o impasse: “A maioria dos patrocinadores máster são bets e tem um problema legislativo que as coloca com o pé no freio. Ou fazem propostas que englobam um prazo maior, sem previsão de aumento de valor. No final do ano podemos subir para Série A e ter abertura para outros patrocínios. Mas, uma vez que há um patrocinador máster, fechas outras portas”.
Perspectivas e contratações pontuais
Pizzamiglio reconheceu que a tendência é de déficit ao final da temporada. “Tomara que avancemos de fase e possamos terminar o ano com as contas mais estabilizadas. Sabemos que não teremos o valor orçado para patrocínio, mas qualquer valor de entrada ajudaria bastante”, completou. Diante desse cenário, o clube optou por contratações pontuais na janela de transferências, como as de Lucas Alves, Amarilla e Gabriel Pires, este último ex-Botafogo.
Decisão em casa
O jogo de volta contra o Atlético-MG está marcado para esta terça-feira, no Alfredo Jaconi. Uma vitória simples garante a classificação às quartas de final, enquanto um novo empate leva a decisão para os pênaltis. O Juventude busca não apenas a vaga, mas também um alívio financeiro importante para fechar o ano com menos aperto.



