A diretoria do Sport já definiu como usará os R$ 26,5 milhões vindos da negociação de Zé Lucas com o Cruzeiro. O valor será destinado prioritariamente ao pagamento das despesas do clube, sobretudo à folha salarial do futebol. A orientação foi detalhada pelo presidente Matheus Souto Maior em entrevista ao ge, na qual ele também apresentou o cronograma de recebimento dos recursos e as metas para a infraestrutura da sede social.
Prioridade é manter a folha salarial em dia
Segundo o dirigente rubro-negro, a receita extra não será tratada como um dinheiro de sobra para novos planos. O entendimento da gestão é que o montante serve para cobrir o fluxo de caixa e permitir que o Sport chegue ao fim do ano com os compromissos honrados. A maior fatia dessas obrigações é a folha do departamento de futebol, que hoje gira em torno de R$ 2,7 milhões por mês, incluindo os vencimentos da comissão técnica.
Em sua fala, Matheus Souto Maior ressaltou que a venda de Zé Lucas não muda a realidade financeira do clube em curto prazo. "Mesmo com a venda do Zé, nós ainda vamos ter muito trabalho para fechar o ano. Não é o dinheiro que vem para... 'Ah, agora vamos fazer isso...' Não. É o dinheiro que vem para cobrir o nosso fluxo de caixa e a gente conseguir chegar no final do ano pagando os compromissos", completou.
A diretoria também lembrou que as folhas salariais estão em dia, sem nenhum atraso, e que o clube ainda terá aumento de despesas por causa das contratações que pretende fazer nesta janela de transferências. "Nós continuamos com o mesmo desafio de fechar o ano tendo que pagar as nossas folhas. Tanto o futebol quanto o administrativo. (...) Prioritariamente, é para pagar as nossas folhas e gente se manter em dia porque, a gente tem que entender que esse é o maior reforço que a gente tem", afirmou o presidente.
Cronograma de recebimento do Cruzeiro
Pelo cronograma definido entre Cruzeiro e Sport, o clube pernambucano receberá os valores da seguinte forma:
- US$ 3 milhões (cerca de R$ 15 milhões) em agosto;
- US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões) em setembro;
- US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões) em outubro;
- R$ 1 milhão em quatro parcelas, como compensação pela recusa do atacante Chico da Costa em defender o Sport.
Assim, entre o valor pago pelo Cruzeiro pela transferência de Zé Lucas e a compensação adicional, o Sport deve receber aproximadamente R$ 26,5 milhões. Chico da Costa fazia parte do negócio original, mas optou por não se transferir para o clube pernambucano, o que gerou esse complemento financeiro.
Investimento em infraestrutura e quadra de hóquei
Apesar do foco em equilibrar as contas, a gestão rubro-negra também pretende destinar parte dos recursos para recuperar a infraestrutura do clube. Uma das promessas assumidas pelo presidente é a reconstrução da quadra de hóquei do Sport. A sede social, que estava em situação de abandono, também precisa ser reerguida.
"Mas também temos esse desafio de manter a infraestrutura do Sport funcionando, levantando a sede que estava no chão. A quadra de hóquei é um desejo da gente levantar. Eu até me comprometi com os meninos que ganharam o título. Eu me comprometi com eles que a gente ia levantar essa quadra até o final da gestão. Eu não sei como, mas a gente vai fazer", finalizou Matheus Souto Maior.
A expectativa da diretoria é que os recursos sejam administrados com cautela para que a equipe continue competitiva dentro de campo. O Sport vem utilizando a janela de transferências para reformular o elenco, e o dinheiro da negociação de Zé Lucas representa uma importante injeção financeira para os próximos meses.



