Jones Kennedy Silva do Rosário, o árbitro que roubou a cena nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016, continua a fazer história no boxe. Aos 61 anos, ele segue ativo como árbitro internacional, com três Olimpíadas, cinco Pan-Americanos e 13 Mundiais no currículo, e já planeja a aposentadoria dos ringues para 2027.
A fama inesperada na Rio 2016
Em 16 de agosto de 2016, durante a semifinal olímpica do peso-meio-pesado entre Joshua Buatsi e Adilbek Niyazimbetov, o público do Riocentro ignorou os lutadores e fez a festa com o árbitro brasileiro. Gritos como “Rosário é melhor que Neymar” e “Rosário é sinistro” ecoaram pelo pavilhão, transformando o paraense em celebridade instantânea. A repercussão foi tamanha que ele patenteou o nome “Rosário do Brasil” e até hoje é reconhecido em torneios pelo mundo.
Uma carreira de conquistas
Jones Kennedy começou no boxe como lutador, mas percebeu que não alcançaria o nível olímpico. Incentivado por um treinador que duvidou do sonho, ele migrou para a arbitragem. Em 2010, foi escalado para as Olimpíadas da Juventude de Singapura e, dois anos depois, tornou-se o primeiro árbitro brasileiro de boxe a atuar em Jogos Olímpicos adultos, em Londres 2012, onde apitou a final do peso-galo. Na Rio 2016, além da fama, ele participou de sua segunda Olimpíada adulta.
Vida após os Jogos
Dez anos depois, Rosário segue ativo. Em maio, foi a estrela do Grand Prix Internacional de Boxe em Mesquita, na Baixada Fluminense. Ele também arbitrou o duelo entre Whindersson Nunes e Popó em 2022, mostrando versatilidade. “A partir daquele momento, fiquei conhecido no mundo todo. As pessoas vêm, pedem para bater foto”, disse em entrevista ao ge. Com 28 anos de arbitragem, ele já foi eleito três vezes o melhor árbitro do mundo.
Legado e futuro
Rosário planeja se aposentar dos ringues em 2027, mas pretende continuar como dirigente. “Vou seguir tentando elevar o nome da nossa nobre arte”, afirmou. Sua história, que começou com um sobrenome gritado nas arquibancadas, virou lenda do esporte nacional.



