O Fluminense enfrenta o Bahia nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, mas a relação entre os clubes vai além do campo. Nos bastidores, o rival se inspirou no trabalho de base tricolor e contratou profissionais que atuavam em Xerém. Isso acelerou uma reformulação planejada pelo Fluminense para seu Centro de Treinamento.
Saídas para o Bahia impulsionam mudanças
Quando o Grupo City adquiriu a SAF do Bahia, houve uma reformulação no processo de formação de atletas. Marcelo Teixeira, que trabalhou no Fluminense até 2019 como coordenador, foi contratado para o mesmo cargo no clube baiano. Ele levou consigo profissionais tricolores, entre eles o coordenador metodológico Guilherme Torres.
Torres havia sido contratado pelo Fluminense em 2017 e foi peça-chave na implementação do "DNA Tricolor" na base, criando uma linha de formação. Ele também atuou como treinador, conquistando o Campeonato Brasileiro Sub-17 em 2020, antes de retornar à coordenação em 2022.
Além de Torres, outros três profissionais saíram para o Bahia entre 2022 e 2024: Pedro Miranda, analista de desempenho do Sub-20; João Guilherme Milanez, auxiliar técnico do Sub-15; e Edgard Maba, gerente de operações. Essas perdas, consideradas normais no mercado do futebol, impulsionaram uma reformulação planejada pela diretoria para Xerém.
Nova estrutura e resultados das categorias
A coordenação metodológica e a transição ficaram a cargo de Marcos Jorand, enquanto a direção executiva permanece com Antônio Garcia, no cargo desde 2019. O clube manteve a metodologia de formação, trazendo atualizações para se manter entre as principais bases do Brasil.
No Sub-20, o Fluminense teve altos e baixos. O último título foi o Torneio Otávio Pinto Guimarães, organizado pela Ferj, em 2025. Antes, havia vencido a Copa Rio em 2023. Em 2026, no Campeonato Brasileiro da categoria, terminou a primeira fase em 16º lugar entre 20 clubes — apenas os oito primeiros avançam, e os três últimos são rebaixados. O Carioca ainda será disputado.
Já o Sub-17 acumula resultados mais expressivos. A última grande temporada foi em 2024, com títulos do Brasileirão e da Copa do Brasil. Em 2026, os Moleques de Xerém lideram o Brasileirão Sub-17 (os oito primeiros entre 20 clubes avançam às quartas de final). No Carioca da categoria, foram vice-campeões, perdendo o título para o Vasco nos pênaltis.
Integração com o profissional
O Fluminense busca integrar cada vez mais a base ao time principal. Nesta quarta-feira contra o Bahia, o meia Martinelli, formado em Xerém, será titular. A equipe busca a primeira vitória após a pausa para a Copa do Mundo, tendo empatado com Bragantino e Grêmio nos dois jogos do retorno.
O clube segue confiante no trabalho de base, mesmo com as saídas de profissionais. A reformulação em Xerém visa manter a competitividade e a produção de jogadores para o elenco profissional, algo que historicamente é um dos pilares do Fluminense.



