O Juventude saiu da Arena MRV com um empate que mantém viva a expectativa de avançar às quartas de final da Copa do Brasil. No jogo de ida das oitavas de final, o time alviverde segurou o Atlético-MG em 0 a 0 e decidirá a vaga no Alfredo Jaconi, na próxima terça-feira. A trave apareceu para os dois lados, e a decisão ficou completamente em aberto. Mais uma vez, a atuação coletiva foi o destaque do Juventude.
O confronto colocou frente a frente um clube da Série A e outro da Série B, mas o equilíbrio prevaleceu. O Juventude, mesmo com uma formação inédita de zaga e o desafio de atuar em um gramado sintético, manteve a organização e a disciplina tática do início ao fim. Essa é uma característica que vem marcando o trabalho do técnico Maurício Barbieri, que assumiu a equipe e rapidamente implementou uma identidade coletiva.
A postura do time gaúcho não foi a de um simples coadjuvante. Em Belo Horizonte, os jogadores buscaram marcar a saída de bola do Atlético-MG e ocupar bem os espaços no meio-campo. O plano era claro, e a execução, elogiável, mesmo diante de uma equipe que briga na parte de cima da Série A.
Primeiro tempo de pressão do Atlético-MG
Na primeira etapa, o Atlético-MG foi melhor. A equipe mineira teve maior volume ofensivo, principalmente pelo lado direito, e se aproveitou de alguns passes errados do meio-campo do Juventude, que demonstrou nervosismo em boa parte dos 45 minutos iniciais. Esses erros deram ao time da casa a chance de atacar em velocidade e criar situações de perigo.
Esse é um ponto que Barbieri precisará corrigir para o jogo da volta. Se o Juventude repetir as falhas de saída de bola na próxima terça-feira, o Atlético-MG pode punir com mais eficiência. A sequência do jogo, no entanto, mostrou que o time alviverde aprendeu com os próprios erros e cresceu no confronto.
Ainda assim, o Juventude criou a melhor chance da etapa inicial. Já nos acréscimos, Alisson Safira arriscou de fora da área e acertou o travessão, em uma finalização que quase calou a Arena MRV. No lance seguinte, Lodi respondeu, mas isolou dentro da área. O placar não saiu do zero, e as equipes foram para o intervalo em aberto.
Juventude cresce na segunda etapa
Na etapa final, o cenário mudou. O Juventude passou a ter mais posse e conseguiu empilhar duas boas chances. Mandaca cabeceou por cima do marcador, e MP viu Everson fazer uma defesa importante. O time visitante controlou o jogo, mostrou maturidade e não se intimidou com a pressão da torcida atleticana.
A resposta do Atlético-MG veio aos 35 minutos, em uma cobrança de falta de Igor Gomes que acertou a trave. Foi o lance de maior perigo dos donos da casa na segunda etapa. A sorte, como costumam dizer, acompanha quem trabalha, e o Juventude trabalhou muito para evitar que o adversário saísse com a vitória.
Não faltou entrega aos jogadores alviverdes. A postura em campo foi elogiada pelo próprio técnico da equipe. A expressão usada por Maurício Barbieri foi direta: o time não “se acovardou” na casa do adversário. Essa confiança, segundo o treinador, é consequência do trabalho coletivo e da maturidade do grupo.
Decisão no Alfredo Jaconi
Com o resultado, a vaga para as quartas de final será decidida no Alfredo Jaconi, na próxima terça-feira. O Juventude aposta no fator casa, onde tem aproveitamento superior a 75% nesta temporada. Nada está decidido: serão mais 90 minutos de futebol, com possibilidade de pênaltis.
O desempenho na Arena MRV deixou boa impressão. A exemplo da classificação contra o São Paulo, o Juventude mostrou que tem futebol para avançar e seguir sonhando com uma campanha histórica na Copa do Brasil. A equipe sabe, porém, que precisa manter o mesmo nível de concentração e disciplina tática para não desperdiçar a vantagem de decidir em casa.



