Grêmio pressionado encara Mirassol pela Copa do Brasil
Grêmio pressionado encara Mirassol pela Copa do Brasil

O Grêmio tenta encerrar neste domingo o maior jejum de vitórias da temporada. A equipe de Luís Castro enfrenta o Mirassol às 18h, no estádio José Maria de Campos Maia, o Maião, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. A partida de volta acontece na quarta-feira, às 19h30, na Arena, em Porto Alegre.

A pressão é grande após a eliminação na Copa Sul-Americana. O Grêmio acumula seis partidas sem vencer, com dois empates e quatro derrotas, e vê o técnico sob desconfiança da torcida. Conforme levantamento do ge, essa é a pior sequência do clube na temporada.

Sequência negativa começou depois de vitória sobre o Santos

O último triunfo gremista foi em 23 de maio, quando bateu o Santos por 3 a 2, em casa. Desde então, o time empatou com Montevideo City Torque e Fluminense, ambos na Arena, e perdeu para Corinthians, também em Porto Alegre, antes da pausa para a Copa do Mundo. Depois, veio a derrota para o Mirassol, fora de casa, e os dois reveses para o Bolívar. No total, são seis jogos sem vitória, com aproveitamento de apenas 11% — dois pontos conquistados dos 18 disputados.

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O mais recente resultado negativo, de 1 a 0 para o Bolívar na Arena, na quinta-feira, confirmou a queda nos playoffs da Sul-Americana. Durante o jogo, Luís Castro ouviu xingamentos da torcida. Mesmo assim, a direção decidiu mantê-lo no cargo para a sequência da temporada.

Preparação de 48 dias não surtiu efeito

A diretoria e a comissão técnica esperavam um desempenho melhor após o período de 48 dias entre férias e treinamentos proporcionado pela Copa do Mundo. Esse tempo de trabalho, no entanto, não se refletiu em resultados. A sequência iniciada após a pausa acabou derrubando a expectativa interna.

Antes desse jejum atual, o pior momento do Tricolor na temporada tinha sido entre março e abril, com cinco jogos sem vitória. Naquela ocasião, houve derrotas para Vasco, Palmeiras e Montevideo City Torque, além de empates com Remo e Internacional. A atual crise, porém, já supera essa marca e ainda veio acompanhada da eliminação em uma competição internacional, o que aumenta o desgaste do grupo.

Comparação com outras crises recentes

O retrospecto do Grêmio hoje lembra o período que marcou a troca de treinadores em 2025. Depois de perder para Flamengo e Mirassol, Gustavo Quinteros foi demitido e Mano Menezes assumiu. Antes da chegada do novo comandante, o interino James Freitas dirigiu a equipe no empate com o Inter por 1 a 1.

Mano Menezes começou com empates contra Godoy Cruz e Vitória e derrota para o CSA, somando outra sequência de seis jogos sem vitórias, mas com uma derrota a menos que a atual. Agora, com Luís Castro, o Grêmio volta a enfrentar um período de instabilidade semelhante. Desta vez, no entanto, a pressão vem acompanhada de cobranças mais fortes da torcida e de um calendário decisivo pela Copa do Brasil.

Risco de igualar marcas negativas

Caso não vença o Mirassol, o Grêmio chegará a sete jogos sem triunfo, igualando as marcas de 2016 e 2021. Naquele ano, o clube viveu a pior sequência dos últimos dez anos: nove partidas sem vitórias, entre junho e julho, com quatro empates e cinco derrotas, na campanha que terminou com o rebaixamento para a Série B.

Contra o Mirassol, a equipe gaúcha também terá pela frente um adversário que já a superou nesta temporada. O vencedor do confronto garantirá vaga nas quartas de final. Com a volta em Porto Alegre, o Grêmio tem a vantagem de decidir em casa, mas precisa evitar um resultado adverso no interior paulista. O resultado do jogo de ida será fundamental para definir o duelo, que será decidido na Arena na próxima quarta-feira. O Grêmio sabe que um novo tropeço pode agravar ainda mais o ambiente, enquanto o Mirassol tenta aproveitar o fator casa para abrir vantagem.

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