O Flamengo divulgou na noite de sexta-feira o balanço financeiro do segundo trimestre de 2026. O documento confirma que a contratação de Lucas Paquetá custou R$ 315,669 milhões, tornando o meia o reforço mais caro da história do clube. Esse total inclui a aquisição dos direitos federativos, luvas e custos de intermediação.
Paquetá supera Samuel Lino e lidera ranking de contratações
O valor pago por Paquetá supera em mais de R$ 112 milhões a compra de Samuel Lino, que havia sido a maior até então. O atacante custou R$ 203,001 milhões em 2025. De acordo com o balanço, os custos com Paquetá somaram R$ 299,059 milhões em direitos e luvas, além de R$ 16,610 milhões em intermediação. O investimento contribuiu para que a janela de transferências deste ano se tornasse a de maior aporte em elenco na história rubro-negra.
A lista das contratações mais caras do Flamengo inclui ainda:
- Lucas Paquetá (2026): R$ 315,669 milhões (R$ 299,059 mi em direitos e luvas + R$ 16,610 mi em intermediação)
- Samuel Lino (2025): R$ 203,001 milhões (R$ 190,897 mi + R$ 12,104 mi)
- Carlos Alcaraz (2024): R$ 125,443 milhões (R$ 112,334 mi + R$ 13,109 mi)
- Pedro (2020): R$ 112,418 milhões (R$ 102,641 mi + R$ 9,777 mi)
- De la Cruz (2023): R$ 102,074 milhões (R$ 92 mi + R$ 9 mi)
- Gabigol (2019): R$ 96,947 milhões (R$ 90,824 mi + R$ 6,123 mi)
- Everton Cebolinha (2022): R$ 94,673 milhões (R$ 84,703 mi + R$ 9,970 mi)
- Gerson (2023): R$ 89,810 milhões (R$ 85,715 mi + R$ 4,095 mi)
- Arrascaeta (2019): R$ 81,640 milhões (R$ 76,106 mi + R$ 5,534 mi)
- Gerson (2019): R$ 64,879 milhões (R$ 58,978 mi + R$ 5,901 mi)
Recuperação de Paquetá e próximos jogos
O meia se recuperou de uma lesão sofrida durante a Copa do Mundo com a seleção brasileira. A expectativa é que ele volte a campo na partida contra o Vitória, marcada para o próximo dia 9. Em 2026, Paquetá acumula 24 jogos e oito gols pelo Flamengo.
Primeiro semestre tem déficit e recorde de investimento
O balanço confirmou que o Flamengo fechou o primeiro semestre com déficit de R$ 33 milhões. Ao mesmo tempo, o clube registrou o maior investimento em elenco da sua história, impulsionado pela chegada de Paquetá e outros reforços. A movimentação de atletas gerou receita bruta de R$ 106,9 milhões no período, praticamente o dobro dos R$ 54,5 milhões do mesmo semestre do ano anterior.
Dívida líquida e caixa
O clube informou que a dívida líquida com atletas encerrou o segundo trimestre de 2026 em R$ 304 milhões. No primeiro semestre, esse valor foi de R$ 393,9 milhões, refletindo os pagamentos realizados e as vendas concretizadas no período. Já o caixa livre consolidado de junho ficou em R$ 127,8 milhões, sendo R$ 89,8 milhões sob gestão direta do Flamengo e o restante com a Fla-Flu Serviços S.A., que administra o Maracanã. A quantia representa uma redução de R$ 63,9 milhões em relação ao fim de 2025. O Flamengo afirmou que "o caixa permanece em um patamar seguro para a continuidade da operação".
O endividamento operacional líquido (EOL) encerrou o período em R$ 280,2 milhões, uma queda de R$ 207,9 milhões em relação ao pico de 31 de março, de acordo com o balanço. Isso se deve aos recebimentos do trimestre e à quitação de parte das obrigações assumidas na primeira janela de transferências do ano.



