O secretário-geral da Fifa, Mattias Grafström, emitiu um comunicado interno nesta quinta-feira para tentar acalmar os funcionários em meio à crise institucional que atinge a entidade. Na mensagem, ele classificou como "lamentável" a polêmica envolvendo um projeto comercial da organização, pediu união e evitou citar diretamente o presidente Gianni Infantino.
Crise e polêmica comercial
Grafström reconheceu o momento delicado, mas ressaltou que "os períodos de instabilidade passam". A declaração ocorre após reportagens sobre um suposto conflito de interesses em um acordo comercial da Fifa, que teria beneficiado uma empresa ligada a Infantino.
O secretário-geral reforçou a importância do trabalho em equipe e pediu que os funcionários mantenham o foco nos objetivos da entidade. "A Fifa é maior do que qualquer indivíduo", afirmou, em tom de conciliação.
Elogios à Copa 2026
No comunicado, Grafström também destacou o sucesso da Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. Ele classificou o evento como "um marco para o futebol mundial" e afirmou que a organização está no caminho certo.
Segundo ele, a expectativa é de que o torneio gere receitas recordes, superando os números das edições anteriores. "A Copa de 2026 será a maior da história, com mais de 48 seleções e 104 jogos", lembrou.
União e futuro
Grafström evitou comentar diretamente as acusações contra Infantino, mas pediu que os funcionários evitem especulações e se concentrem no trabalho. "Precisamos estar unidos para escrever os próximos capítulos da história da Fifa", disse.
O comunicado foi bem recebido por parte dos funcionários, que viram na mensagem um sinal de estabilidade em meio ao turbilhão. Outros, no entanto, seguem apreensivos com os desdobramentos das investigações.
A Fifa não comentou oficialmente o teor do comunicado, mas fontes internas confirmaram a autenticidade do documento.



