Polonês cruza o Mar Báltico a nado pela primeira vez na história
Polonês cruza o Mar Báltico a nado pela 1ª vez

O ultramaratonista aquático polonês Bartłomiej Kubkowski entrou para a história nesta segunda-feira ao se tornar o primeiro atleta a completar a travessia do Mar Báltico entre a Suécia e a Polônia. Ele percorreu 160 quilômetros em 55 horas ininterruptas, partindo de Kaseberga, no litoral sul da Suécia, e chegando exausto a Dziwnów, na Polônia.

Feito histórico e reação do atleta

Ao chegar à praia, recebido por uma multidão, Kubkowski demonstrou a emoção do momento. "Estou tão cansado que ainda não sei o que aconteceu", disse o atleta, que precisou superar não apenas a distância, mas também as águas geladas do Báltico e correntes marítimas contrárias que o obrigaram a alterar a rota em diversos trechos.

Esta não foi a primeira tentativa de Kubkowski. Em cinco ocasiões anteriores, ele não conseguiu concluir o percurso, o que tornou a conquista ainda mais significativa. O feito foi registrado em seu perfil no Instagram, onde ele aparece emocionado após tocar a areia polonesa.

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Regras rígidas e suporte limitado

Durante toda a travessia, Kubkowski foi acompanhado por uma embarcação de suporte, que fornecia alimentação e hidratação em rápidas paradas. No entanto, uma das regras do desafio era que o nadador não poderia tocar na embarcação durante as pausas, nem receber qualquer tipo de suporte físico. A única ajuda permitida era o fornecimento de comida e bebida, sempre sem contato direto.

A água fria do Mar Báltico, que na região varia entre 10°C e 15°C, e as correntes imprevisíveis foram os maiores desafios enfrentados pelo atleta. Em alguns momentos, as correntes contrárias o forçaram a mudar a direção, aumentando ainda mais o esforço físico.

Impacto e reconhecimento

A travessia de Kubkowski é considerada um marco para a natação de águas abertas, superando desafios que muitos consideravam impossíveis. O feito coloca o polonês ao lado de outros grandes nomes do esporte, como a brasileira Ana Marcela Cunha, que recentemente completou a travessia do Canal da Mancha e bateu o recorde sul-americano.

Especialistas em esportes aquáticos destacam que a combinação de distância, temperatura e condições marítimas torna a façanha de Kubkowski uma das mais difíceis já realizadas. A comunidade esportiva internacional já começa a repercutir o feito, que deve inspirar novas gerações de nadadores de longa distância.

Com a conclusão do desafio, Kubkowski agora se torna referência em ultramaratona aquática, e seu nome passa a figurar nos registros oficiais de travessias marítimas. A expectativa é que ele receba homenagens na Polônia, onde a notícia foi celebrada como um orgulho nacional.

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