A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA) confirmou, nesta quarta-feira (15), o primeiro caso positivo de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no estado em 2025. A doença foi diagnosticada pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP) em uma ave silvestre da espécie Irerê, que havia sido resgatada em uma área urbana e encaminhada ao zoológico de Guaíra, município do Departamento Regional de Barretos.
Medidas sanitárias adotadas
Diante da confirmação, a Defesa Agropecuária, órgão vinculado à SAA, adotou imediatamente medidas sanitárias. Entre elas, está a interdição do trânsito de animais no zoológico, que abriga majoritariamente animais residentes e apresenta baixo fluxo de movimentação. Além disso, foi realizada investigação epidemiológica e vigilância ativa em três granjas localizadas em um raio de 10 km do foco. Duas dessas granjas estão em período de vazio sanitário e não possuem aves em suas dependências.
Orientações à população
A Defesa Agropecuária reforça que o consumo de aves e ovos não transmite a doença e orienta a população a seguir as recomendações do Serviço Veterinário Oficial (SVO). É fundamental não tocar em aves que apresentem sinais clínicos suspeitos. Em caso de suspeita ou identificação de aves mortas, a Defesa Agropecuária deve ser acionada imediatamente.
Acompanhamento pela Saúde
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que acompanha o cenário da gripe aviária no estado em conjunto com a SAA e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). A SES, por meio da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD), elaborou em 2023 e atualizou em 2025 o Plano de Contingência para coordenar ações de enfrentamento em eventuais casos de influenza aviária em humanos. Até o momento, não há registro de casos da doença em humanos no estado de São Paulo. A pasta também realiza o monitoramento dos munícipes envolvidos na notificação do caso.
Formas de transmissão
A infecção humana ocorre principalmente por contato direto com aves infectadas. Por isso, aves doentes ou mortas não devem ser manipuladas sem o uso de equipamento de proteção individual (EPI). A Defesa Agropecuária deve ser acionada imediatamente diante de qualquer suspeita.



