As ações de petroleiras operam em forte queda nesta terça-feira (4), acompanhando a intensificação das perdas da commodity no mercado internacional. O movimento ocorre após declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que indicou uma possível reabertura do Estreito de Ormuz, o que aliviaria as preocupações com a oferta global de petróleo.
Queda generalizada das petroleiras
Por volta das 10h42 (horário de Brasília), a Brava (BRAV3) registrava a maior desvalorização entre as principais empresas do setor, com queda de 5,74%, cotada a R$ 18,72. A Petrobras (PETR3; PETR4) também operava em baixa, com recuos de 2,45% e 2,30%, respectivamente, negociadas a R$ 47,43 e R$ 42,06. A PRIO (PRIO3) caía 1,97%, para R$ 57,35, enquanto a PetroRecôncavo (RECV3) tinha perdas menores, de 0,77%, a R$ 10,25.
O movimento de baixa ocorre em meio à desvalorização do petróleo no mercado internacional. O barril do Brent, referência global, recuava 3%, sendo negociado a US$ 81,24. Já os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, caíam quase 4%, para US$ 77,22 por barril. Ambos os contratos chegaram a operar em alta mais cedo no dia, antes da virada negativa.
Declarações de Bessent sobre Ormuz
Em entrevista à CNBC, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou estar vendo “vários navios” saindo de Ormuz, apesar das restrições, e que espera que os preços de energia se estabilizem em breve. “Poderemos ver uma forte onda de compras em resposta ao ‘alívio’, à medida que esses preços caírem e Ormuz reabrir”, acrescentou.
As declarações de Bessent foram interpretadas pelo mercado como um sinal de que as tensões no Oriente Médio podem estar diminuindo, o que reduz o prêmio de risco embutido nos preços do petróleo. A reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, é vista como um fator crucial para a estabilização dos preços.
Impacto no mercado e perspectivas
A queda das ações de petroleiras reflete a sensibilidade do setor às variações do preço do petróleo. Com a expectativa de aumento da oferta, os investidores ajustam suas posições, vendendo papéis do setor. A análise técnica indica que, se a tendência de queda do petróleo se confirmar, as ações podem continuar sob pressão nos próximos dias.
Especialistas apontam que a volatilidade deve persistir, mas a possibilidade de um acordo de cessar-fogo ou de uma reabertura efetiva de Ormuz pode trazer alívio adicional ao mercado. Por outro lado, qualquer nova escalada no conflito pode reverter rapidamente o cenário.



