TSE manda remover posts que promovem Lula em canais oficiais
TSE manda remover posts que promovem Lula em canais oficiais

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que o governo federal remova, dos canais oficiais, publicações que promovam a atuação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição em outubro. A decisão, assinada pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, atende a pedido da coligação do presidente Jair Bolsonaro (PL), que apontou suposto uso da máquina pública para promoção pessoal do petista.

O que diz a decisão do TSE

Na determinação, Nunes Marques destacou que devem ser removidas as publicações que não tenham apenas caráter informativo e que destaquem a atuação de Lula em programas sociais, obras do governo e pronunciamentos oficiais do presidente. O ministro também solicitou que o governo evite publicar conteúdos nesse sentido até o fim do período eleitoral, que se encerra com a votação em outubro.

Contudo, o magistrado rejeitou um pedido mais amplo da coligação de Bolsonaro para a remoção de todos os conteúdos alvos de questionamento. A decisão estabelece que apenas as publicações com caráter promocional devem sair do ar, preservando aquelas de natureza estritamente informativa.

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Redes sociais também são notificadas

Além do governo, Nunes Marques determinou que as redes sociais Facebook e X (antigo Twitter) tornem indisponíveis, em até 24 horas, as publicações identificadas com esse padrão, independentemente do cumprimento da ordem por parte da equipe do presidente. A medida visa garantir a efetividade da decisão, mesmo que o governo não remova voluntariamente os conteúdos.

Essa é a primeira decisão do TSE nesta eleição que trata do uso de canais oficiais para promoção pessoal de um candidato. O tribunal tem recebido diversas representações sobre o tema, e a tendência é que novas decisões sejam proferidas nos próximos dias.

Impacto na campanha eleitoral

A decisão do TSE tem impacto direto na estratégia de comunicação do governo Lula, que vinha utilizando as redes sociais para destacar realizações da gestão e a figura do presidente. Com a ordem, a equipe de comunicação precisará readequar o conteúdo das publicações para evitar novas sanções.

Especialistas em direito eleitoral avaliam que a decisão estabelece um precedente importante para o equilíbrio da disputa, ao coibir o uso da estrutura estatal em benefício de um candidato. Por outro lado, a rejeição do pedido amplo indica que o TSE busca preservar o direito à informação, desde que não haja promoção pessoal.

Até a publicação desta matéria, o governo federal não havia se manifestado oficialmente sobre a decisão. Já a coligação de Bolsonaro comemorou a medida, afirmando que ela corrige um desvio na utilização dos canais públicos.

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