A Petrobras registrou no segundo trimestre de 2026 a maior produção de petróleo e gás natural de sua história, com uma média de 3,2 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). O número representa um crescimento de 8% em relação ao mesmo período de 2025 e supera o recorde anterior, de 3,1 milhões de boe/d, alcançado no primeiro trimestre de 2025.
Desempenho impulsionado pelo pré-sal
O pré-sal foi o principal motor do crescimento, responsável por 78% da produção total da companhia. A média de extração nas áreas do pré-sal atingiu 2,5 milhões de boe/d, alta de 12% na comparação anual. Segundo a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, “os campos de Búzios, Mero e Tupi superaram as metas operacionais, consolidando a excelência do portfólio do pré-sal”.
Investimentos e eficiência operacional
A companhia atribui o recorde a uma combinação de novos poços em operação e ganhos de eficiência. No segundo trimestre, entraram em produção mais seis poços nos campos do pré-sal, além de melhorias na gestão de manutenção de plataformas. O índice de eficiência operacional das unidades de produção subiu para 94,5%, contra 92,1% no mesmo período de 2025.
Impacto financeiro e projeções
Com o recorde de produção, a Petrobras espera um impacto positivo em seus resultados financeiros do segundo trimestre, que serão divulgados no início de agosto. Analistas do mercado projetam um lucro líquido entre R$ 35 bilhões e R$ 40 bilhões, impulsionado não apenas pelo volume maior, mas também pela alta do petróleo no mercado internacional. O Brent teve média de US$ 85,5 no período, 10% acima do segundo trimestre de 2025.
Perspectivas para o segundo semestre
A estatal mantém a perspectiva de produção total de 3,3 milhões de boe/d até o final de 2026, com a entrada em operação de novas plataformas nos campos de Búzios e Mero. “Estamos no caminho certo para atingir as metas do nosso plano estratégico 2026-2030, que prevê crescimento sustentável com foco na reposição de reservas e na redução das emissões de carbono”, afirmou o presidente da Petrobras, José Mauro Coelho.
O recorde foi celebrado pelo governo federal, que vê na performance da empresa um sinal de recuperação econômica. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que “a Petrobras mostra sua capacidade de gerar valor para o país, mesmo em um cenário de transição energética”.



