Agenda do Dia: Vendas no Varejo no Brasil e EUA no Foco
Vendas no Varejo: Brasil e EUA no Radar

O mercado financeiro volta as atenções para os dados de vendas no varejo do Brasil e dos Estados Unidos, que serão divulgados nesta quinta-feira (17). Os indicadores são considerados termômetros do consumo e podem influenciar as decisões de investidores sobre os rumos das economias.

Vendas no Varejo no Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, às 9h, o volume de vendas no varejo referente a maio. A expectativa mediana do mercado, segundo pesquisa da Reuters, é de alta de 1,0% na comparação mensal, após queda de 0,3% em abril. Na base anual, a previsão é de crescimento de 3,5%.

O economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale, destaca que o varejo brasileiro vem mostrando resiliência, impulsionado pelo mercado de trabalho aquecido e pela inflação controlada. "O consumo das famílias continua forte, mas o ritmo pode desacelerar com o aperto monetário", afirma.

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Vendas no Varejo nos EUA

Nos Estados Unidos, o Departamento do Comércio divulga as vendas no varejo de junho, às 9h30 (horário de Brasília). O mercado projeta alta de 0,4% no mês, ante 0,2% em maio. Excluindo automóveis, a previsão é de avanço de 0,3%.

O dado americano é crucial para calibrar as expectativas sobre a política monetária do Federal Reserve. "Se as vendas vierem acima do esperado, pode reforçar a tese de que o Fed manterá os juros altos por mais tempo", avalia o estrategista de investimentos da Guide Investimentos, Fernando Siqueira.

Impactos no Mercado

No Brasil, a divulgação do varejo ocorre em meio a expectativas sobre a trajetória da Selic. O Banco Central já sinalizou que pode retomar cortes na taxa básica de juros se a inflação continuar comportada. Um varejo forte pode, no entanto, alimentar pressões inflacionárias.

Já nos EUA, o mercado de trabalho aquecido e a inflação persistente têm levado o Fed a adotar uma postura cautelosa. Dados de consumo robustos podem adiar cortes de juros, impactando o dólar e as bolsas globais.

Além dos indicadores de varejo, a agenda inclui a leitura final do índice de preços ao consumidor (CPI) da zona do euro, que pode dar pistas sobre a política do Banco Central Europeu.

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