EUA anunciam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros
O governo dos Estados Unidos impôs uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, conforme relatório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). A medida, que entra em vigor em 22 de julho, cita o uso do sistema de pagamentos Pix, o desmatamento ilegal na Amazônia e as dificuldades de acesso ao mercado de etanol brasileiro como justificativas.
Argumentos americanos incluem Pix e desmatamento
O relatório do USTR aponta que o Brasil favorece empresas locais por meio do Pix, dificultando a concorrência de fintechs estrangeiras. Além disso, alega que o país não combate adequadamente o desmatamento ilegal, o que afeta compromissos ambientais globais. Outro ponto é a alegada barreira à importação de etanol americano, com tarifas e cotas que limitam o acesso ao mercado brasileiro.
Governo Lula reage e promete reciprocidade
O governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criticou a medida. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que a tarifa é injustificada e que o Brasil recorrerá à Lei de Reciprocidade Econômica, que permite retaliações proporcionais. “Não aceitaremos imposições unilaterais que desrespeitam a soberania brasileira”, disse o ministro da Economia, Fernando Haddad.
Impactos comerciais e próximos passos
A tarifa de 25% afeta uma ampla gama de produtos brasileiros, desde agrícolas até manufaturados. Especialistas estimam que as exportações brasileiras para os EUA podem cair até 15% no curto prazo. O Brasil estuda elevar tarifas sobre produtos americanos, como milho e carne suína, e pode levar o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC).



