O volume de serviços no Brasil registrou queda de 0,4% em maio na comparação com abril, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio pior do que a expectativa do mercado, que previa estabilidade.
Transportes puxam recuo
O setor de transportes, que responde por cerca de 30% do índice, caiu 1,2% no período, sendo o principal responsável pela queda geral. Dentro do segmento, o transporte rodoviário de cargas recuou 1,8%, enquanto o transporte aéreo caiu 2,5%.
“O resultado de maio mostra uma perda de fôlego do setor de serviços, especialmente nos transportes, que vinham crescendo nos meses anteriores”, afirmou em nota o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.
Demais atividades
Dos cinco segmentos pesquisados, três tiveram queda: transportes (-1,2%), serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,6%) e outros serviços (-0,3%). Já os serviços de informação e comunicação subiram 0,5%, e os serviços prestados às famílias avançaram 0,2%.
Impacto no acumulado
No acumulado dos últimos 12 meses, o setor de serviços acumula alta de 2,8%, mas o ritmo de crescimento vem desacelerando. Em abril, o acumulado era de 3,1%.
Para o economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale, a desaceleração reflete o aperto monetário e a redução do consumo das famílias. “Com juros altos e crédito mais caro, a tendência é de moderação nos serviços, especialmente nos segmentos mais dependentes de financiamento”, disse.
Perspectivas
O IBGE também revisou o resultado de abril de uma queda de 0,2% para uma queda de 0,1%. A pesquisa abrange o setor de serviços, que representa cerca de 70% do PIB brasileiro.



