As vendas de veículos elétricos na Europa superaram a marca de 1 milhão de unidades no primeiro semestre de 2026, um recorde para o período. O número representa um crescimento de 35% em relação ao mesmo intervalo de 2025, segundo dados divulgados pela Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA).
Fatores que impulsionaram as vendas
O aumento expressivo foi impulsionado por uma combinação de fatores, incluindo incentivos governamentais em países como Alemanha, França e Noruega, além de uma oferta maior de modelos elétricos com preços mais acessíveis. A ACEA destacou que a participação de mercado dos veículos elétricos atingiu 22,5% no período, contra 18% no primeiro semestre de 2025.
"Estamos vendo uma aceleração na transição para a mobilidade elétrica na Europa, impulsionada por políticas públicas e pela competitividade dos fabricantes", afirmou Sigrid de Vries, diretora-geral da ACEA. "No entanto, ainda há desafios, como a infraestrutura de recarga e a dependência de matérias-primas."
Desempenho por país
A Alemanha liderou as vendas absolutas, com 320 mil unidades registradas, seguida pela França (180 mil) e Noruega (150 mil). A Noruega, maior mercado proporcional, já tem 80% dos novos carros vendidos como elétricos. No Reino Unido, as vendas cresceram 40%, alcançando 140 mil unidades.
Os veículos puramente elétricos (BEV) representaram 75% do total, enquanto os híbridos plug-in (PHEV) responderam por 25%. A Tesla manteve a liderança entre as marcas, com 280 mil unidades vendidas, seguida pela Volkswagen (180 mil) e pela BMW (100 mil).
Impactos e perspectivas
O recorde de vendas reflete o avanço das metas climáticas da União Europeia, que prevê o fim das vendas de carros a combustão até 2035. Contudo, a ACEA alerta que a infraestrutura de recarga precisa crescer no mesmo ritmo: atualmente, há cerca de 600 mil pontos de recarga públicos na região, mas seriam necessários 3 milhões até 2030 para atender à demanda.
"O crescimento das vendas é animador, mas sem investimentos robustos em recarga e na cadeia de baterias, corremos o risco de desaceleração", completou de Vries. A associação também destacou a necessidade de reduzir a dependência de importações de baterias da Ásia.



