Tarifaço de Trump: impacto limitado na economia, mas efeito político é maior, diz JPMorgan
Tarifaço de Trump: impacto econômico limitado, efeito político maior

O tarifaço imposto pelo governo Trump sobre produtos brasileiros tem um impacto econômico limitado, mas o efeito político é mais relevante, segundo análise do JPMorgan. O banco americano destacou que, apesar das tarifas, o comércio bilateral continua robusto, e as medidas protecionistas podem ter consequências mais significativas no campo político do que no econômico.

Fiesp critica postura do governo federal

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou duramente a postura do governo federal diante das tarifas. Em nota, a entidade afirmou que o 'tarifaço se soma ao custo Brasil e poderia ter sido evitado'. A Fiesp argumenta que o Brasil já enfrenta desafios internos, como burocracia e carga tributária elevada, e que as tarifas americanas agravam a situação.

Reações políticas no Brasil

O tarifaço também gerou reações políticas no Brasil. O senador Flávio Bolsonaro e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, atacaram o presidente Lula, que por sua vez culpou a família Bolsonaro pela ação dos EUA. O senador Flávio comparou Lula ao ex-presidente americano Joe Biden e afirmou que o Brasil está 'avião sem piloto'. Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, foi criticado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que o acusou de ser 'frouxo e pouco transparente'.

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Possível retaliação do Brasil

Em meio às tensões, o Brasil estuda possíveis medidas de retaliação contra os EUA, que podem envolver royalties e patentes farmacêuticas. A medida é vista como uma forma de pressionar o governo americano a reverter as tarifas. Especialistas alertam, no entanto, que uma escalada na guerra comercial pode trazer consequências imprevisíveis para ambos os países.

Mercados reagem

Nos mercados financeiros, o tarifaço provocou volatilidade. O Ibovespa perdeu fôlego, e as taxas do Tesouro IPCA+ subiram por toda a curva, seguindo os Treasuries americanos. O Banco do Brasil, por sua vez, viu uma nova Medida Provisória do agronegócio trazer alívio no curto prazo, mas analistas alertam que os desafios de longo prazo permanecem.

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