Itália: 32 condenados por desabamento de ponte que matou 43 em Gênova
Itália: 32 condenados por desabamento de ponte em Gênova

Condenação histórica por tragédia na Ponte Morandi

O tribunal de Gênova, na Itália, condenou 32 pessoas a penas de prisão que variam de 2 a 12 anos pelo desabamento da ponte Morandi, ocorrido em 14 de agosto de 2018. O colapso da estrutura, que fazia parte da rodovia A10, resultou na morte de 43 pessoas e deixou mais de 600 desabrigados. A decisão judicial, divulgada nesta quinta-feira (16), responsabiliza a concessionária Autostrade per l'Italia pela falta de manutenção adequada do viaduto.

Penas e principais condenados

O ex-CEO da Autostrade per l'Italia, Giovanni Castellucci, recebeu a pena mais severa: 12 anos de prisão. Outros executivos e funcionários da empresa também foram condenados por homicídio culposo múltiplo, lesões corporais e desastre culposo. A Justiça italiana concluiu que a empresa negligenciou inspeções e reparos essenciais na ponte, que já apresentava sinais de degradação estrutural.

Contexto do desabamento

No momento do colapso, parte do viaduto de 1.182 metros desabou sobre edifícios residenciais e uma via férrea. As investigações apontaram que a corrosão dos cabos de sustentação e a falta de manutenção foram as causas diretas do acidente. O Ministério Público de Gênova afirmou que a Autostrade per l'Italia tinha conhecimento dos problemas há anos, mas não realizou as intervenções necessárias.

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Repercussão e impactos

O caso gerou comoção nacional e internacional, levando o governo italiano a revisar os contratos de concessão de rodovias. A empresa Autostrade per l'Italia, controlada pelo grupo Atlantia, teve sua concessão revogada em 2019. O tribunal também determinou que as condenadas paguem indenizações às famílias das vítimas, cujos valores ainda serão calculados.

Segundo o promotor Francesco Pinto, "a sentença reconhece a gravidade das omissões e a responsabilidade de uma gestão que priorizou o lucro em detrimento da segurança". A defesa dos condenados anunciou que recorrerá da decisão.

Próximos passos

Com a condenação em primeira instância, os réus ainda podem recorrer em segunda e terceira instâncias. O processo judicial deve se estender por mais alguns anos. Enquanto isso, a reconstrução da nova ponte San Giorgio, inaugurada em 2020, foi concluída em tempo recorde, simbolizando a superação da tragédia.

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