O Morgan Stanley avaliou que a recente decisão do Federal Reserve (Fed) de cortar os juros trouxe um alívio de curto prazo para as ações brasileiras, mas alertou que o “limbo” vivido pelo mercado não terminou. A análise destaca que, apesar do movimento positivo nos mercados globais, os ativos domésticos ainda enfrentam incertezas fiscais e políticas que limitam uma recuperação sustentada.
Impacto do corte de juros do Fed
O banco norte-americano destacou que a redução da taxa básica nos Estados Unidos melhora o apetite por risco em mercados emergentes, beneficiando temporariamente o Ibovespa e o real. No entanto, a instituição ressalta que os fundamentos fiscais do Brasil continuam frágeis, com o aumento da dívida pública e a falta de avanço em reformas estruturais.
Riscos fiscais persistem
Segundo o Morgan Stanley, a trajetória das contas públicas brasileiras segue como o principal fator de preocupação. A equipe de análise afirma que, sem um ajuste fiscal crível, o prêmio de risco embutido nos ativos locais deve permanecer elevado. Isso mantém as ações em um “limbo”, com potencial de valorização limitado até que haja clareza sobre a política econômica do governo.
Setores mais afetados
Os analistas apontaram que setores como bancos e consumo são os mais sensíveis ao cenário de juros elevados no Brasil, enquanto empresas exportadoras podem se beneficiar da melhora externa. A recomendação do Morgan Stanley é de cautela, com foco em ações de qualidade e com menor exposição ao risco doméstico.



