A família da adolescente brasileira Alice Dias de Oliveira, de 16 anos, desaparecida na França desde 22 de julho, iniciou uma nova estratégia de busca: espalhar cartazes pelas ruas da cidade de Trappes, onde a jovem morava. As imagens divulgadas mostram o pai colando avisos em postes, enquanto parentes clamam por informações.
Mobilização nas ruas e redes sociais
Segundo a irmã de Alice, Ana Flávia Dias de Oliveira, a divulgação não se limitou ao ambiente digital. "Além da divulgação nas redes sociais, distribuímos diversos cartazes pela cidade. A única coisa que podemos fazer neste momento é continuar divulgando e distribuindo cartazes", afirmou. A família mantém esperanças de que alguém reconheça a adolescente e forneça pistas.
A prima de Alice, Wannessah Oliveira, reiterou o empenho da família em cobrar avanços nas investigações. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela destacou que os familiares seguem procurando ativamente. "O que pode estar sendo feito está sendo feito pela família. Eles estão na rua, eles estão procurando", declarou. Wannessah também afirmou que a pressão nas redes sociais serve para cobrar prioridade das autoridades francesas. Ela relatou ainda que os pais da adolescente estão profundamente abalados, sem dormir ou comer adequadamente desde o desaparecimento.
O desaparecimento
Alice Dias de Oliveira, natural de Goiânia, morava há quatro anos em Trappes, cidade próxima a Paris, com os pais. Ela desapareceu na noite de 22 de julho, depois de sair do estágio que realizava durante as férias escolares. A última mensagem que enviou ao pai dizia: "Estou esperando o trem." Desde então, a família não teve mais notícias. O atraso no retorno para casa foi o primeiro sinal de alerta.
Segundo informações de parentes, uma amiga de Alice também desapareceu um dia antes. O celular da adolescente foi rastreado até o último local com bateria, mas ela não foi encontrada. As autoridades francesas solicitaram que a família aguarde o andamento das investigações, enquanto o Consulado-Geral do Brasil em Paris e o Itamaraty acompanham o caso e prestam assistência consular.
Nota oficial do Itamaraty
O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Paris, confirmou que tem conhecimento do caso e presta assistência consular. Em nota, esclareceu que "a atuação consular do Brasil pauta-se pela legislação internacional e nacional" e que, em respeito à privacidade, não divulga detalhes pessoais. A família ainda aguarda acesso às imagens das câmeras de segurança da estação de trem, fundamentais para as investigações.
A mobilização continua, com a família alternando entre as buscas nas ruas e a divulgação online, na esperança de encontrar Alice sã e salva. O caso segue sob investigação da polícia francesa, com apoio consular brasileiro.



