Os contratos do mini-índice com vencimento em agosto (WINQ26) encerraram a última sessão (28/07) em alta de 0,59%, aos 177.645 pontos, estendendo o fluxo positivo recente. O Ibovespa, principal referência da bolsa brasileira, avançou 0,70%, aos 176.564,75 pontos, impulsionado pelo IPCA-15 abaixo das expectativas, pelo recuo dos juros futuros e pelos ganhos dos grandes bancos e da Petrobras (PETR3; PETR4). No cenário externo, as ações de semicondutores pressionaram o Nasdaq, enquanto o Dow Jones fechou em alta, em meio à cautela antes da decisão de juros do Federal Reserve.
Alta do mini-índice impulsionada por bancos e Petrobras
No mini-índice, a leitura do fluxo passa principalmente pelos papéis de maior peso: bancos e Petrobras sustentaram o avanço, enquanto a Vale (VALE3) ficou estável, após a terceira queda consecutiva do minério de ferro. Nesta quarta-feira, a decisão do Fed, às 15h (horário de Brasília), será o principal potencial gatilho de volatilidade, com as tensões entre Estados Unidos e Irã ainda no radar dos investidores.
Análise técnica: gráfico de 15 minutos
Pelo gráfico de 15 minutos, observa-se que o mini-índice encerrou a última sessão com movimento positivo, apesar de ter devolvido parte da forte alta apresentada na abertura. O contrato terminou o pregão abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, mas muito próximo dessas referências, o que mantém em aberto a possibilidade de retomada do avanço. Para prolongar o fluxo comprador, o analista técnico Rodrigo Paz (CNPI-T) considera necessária a entrada de força suficiente para superar a resistência em 177.925/178.610 pontos. O rompimento dessa faixa poderá levar o mini-índice em direção a 179.290/179.625 pontos. Em uma extensão do movimento altista, o objetivo mais longo estará em 180.245/180.670 pontos.
No sentido contrário, uma retomada da pressão vendedora dependerá da perda do suporte em 177.255/176.870 pontos. Caso essa região seja rompida, o movimento de baixa poderá ganhar fôlego e levar o contrato até 176.295/175.770 pontos. O alvo mais longo estará em 175.250/174.700 pontos, conforme análise de Paz.
Gráfico de 60 minutos: suportes e resistências
No gráfico de 60 minutos, observa-se que o mini-índice fechou a última sessão em alta e acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Esse posicionamento mantém o cenário técnico favorável aos compradores, mas as regiões mais próximas serão determinantes para definir a direção do contrato nesta quarta-feira. Para dar sequência ao movimento altista, o analista considera necessária a entrada de volume comprador capaz de superar a resistência em 178.340/179.625 pontos. Confirmado o rompimento, o mini-índice poderá avançar em direção a 180.670/181.515 pontos e, posteriormente, buscar a faixa de 183.215/183.925 pontos.
Já para retomar o fluxo de baixa, será necessário perder o suporte em 177.255/176.080 pontos. Caso essa faixa seja rompida, o contrato poderá recuar até 174.700/173.500 pontos. Em uma extensão do movimento vendedor, os alvos mais longos estarão em 172.430/172.000 pontos, segundo Paz.
Perspectivas para o curtíssimo prazo
No gráfico diário, o mini-índice também encerrou a última sessão em alta e permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração preserva uma leitura positiva, mas será necessário acompanhar se o contrato terá força para dar continuidade ao avanço ou se voltará a sofrer pressão vendedora. Para confirmar a continuidade do fluxo de alta, o ativo precisará superar a região de resistência em 179.625/180.670 pontos. Acima dessa faixa, o objetivo inicial estará em 183.925/186.520 pontos. Por outro lado, a retomada do movimento de baixa dependerá da perda dos suportes em 175.770/173.500/172.000 pontos. O rompimento dessa região poderá abrir caminho para 170.210/169.090 pontos. O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 52,94 pontos, permanecendo em região neutra, sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.
A decisão do Federal Reserve, a ser divulgada às 15h, é o principal evento de risco do dia. O mercado aguarda sinais sobre os próximos passos da política monetária americana, que podem influenciar o fluxo de capitais para mercados emergentes como o Brasil. Além disso, as tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã continuam no radar, adicionando incerteza ao cenário global.



