IPCA-15 fica abaixo do esperado em julho
A prévia da inflação brasileira, medida pelo IPCA-15, registrou alta de 0,06% em julho, resultado inferior às projeções do mercado. O dado, divulgado pelo IBGE, reforça a expectativa de que o Banco Central possa manter a trajetória de cortes na Selic, embora o cenário externo ainda exija cautela. A desaceleração em relação ao mês anterior surpreendeu analistas, que previam um índice mais elevado devido a pressões sazonais.
Crise nos chips derruba Bolsas asiáticas
Na Ásia, o principal destaque foi o crash no setor de semicondutores, que provocou um sell-off generalizado. O índice Kospi, da Coreia do Sul, desabou 11% e teve suas negociações suspensas temporariamente, em meio ao temor de que a demanda global por chips enfraqueça. As Bolsas da região fecharam em forte queda, contaminando o humor dos investidores globais. O movimento foi atribuído a preocupações com a desaceleração econômica na China e a possibilidade de novas restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos.
Fed sob pressão: juros podem subir?
Nos Estados Unidos, a barra para o Federal Reserve elevar os juros nesta semana permanece alta, apesar de o mercado enxergar chances reduzidas de um aperto monetário. A ata da reunião anterior indicou divisão entre os membros do Comitê, mas a inflação ainda acima da meta mantém a porta aberta para um novo aumento. A decisão será acompanhada de perto por investidores brasileiros, que temem impactos na taxa de câmbio e nos fluxos de capital.
Brasil amplia exportações agropecuárias
Em política externa, o Brasil conseguiu abrir os mercados da China, do Paraguai e de Palau para produtos agropecuários nacionais. A medida, anunciada pelo Ministério da Agricultura, amplia as oportunidades para o agronegócio brasileiro, que já responde por uma parcela significativa das exportações. A China, em especial, é um mercado estratégico para carnes e grãos.
WEG ganha upgrade do Goldman Sachs
No mercado doméstico, a WEG recebeu mais uma elevação de recomendação, desta vez do Goldman Sachs, que fez upgrade, mas manteve cautela sobre o papel. A ação da empresa, que tem se destacado no setor elétrico, reflete a confiança dos analistas em sua estratégia de expansão e inovação. Contudo, o banco americano ressalta que a valuation ainda requer prudência.
Unilever e Simpar divulgam balanços
No front corporativo, a Unilever elevou suas projeções após o volume de vendas atingir o maior nível em mais de 16 anos, impulsionado pela recuperação da demanda em mercados emergentes. Já a Simpar registrou alta de 8,8% na receita do segundo trimestre, com redução da alavancagem financeira, sinalizando melhora operacional.
Ibovespa futuro sobe com inflação abaixo do previsto
O Ibovespa futuro operou em alta de 1% após a divulgação do IPCA-15, refletindo o otimismo com a desaceleração da inflação. O dólar e os juros futuros também reagiram positivamente, com investidores ajustando as expectativas para a política monetária.
Recomendações do BB e JPMorgan
O Banco do Brasil listou cinco ações para ficar de olho na temporada do segundo trimestre, destacando oportunidades em setores como utilities e consumo. O JPMorgan, por sua vez, fez escolhas em ações de utilities após desempenho abaixo do setor, indicando possíveis recuperações. As recomendações reforçam a busca por ativos defensivos em meio à volatilidade.



