Tesouro Direto atinge recorde de R$ 10,1 bilhões em emissão líquida em junho
Tesouro Direto: emissão líquida recorde de R$ 10,1 bi em junho

O Tesouro Direto alcançou em junho a maior emissão líquida já registrada, com R$ 10,1 bilhões, superando o recorde anterior de março de 2023 (R$ 8,9 bilhões). O resultado reflete a forte demanda por títulos públicos em meio ao ciclo de alta da taxa Selic e à busca por proteção contra a inflação.

Desempenho por tipo de título

Os títulos indexados à inflação (NTN-B) responderam por 52% das emissões líquidas, com R$ 5,25 bilhões. Já os títulos prefixados (LTN) e os indexados à Selic (LFT) tiveram emissões líquidas de R$ 3,1 bilhões e R$ 1,75 bilhão, respectivamente. Segundo o coordenador de Finanças do Tesouro Nacional, Luiz Carlos Pinto, a procura por NTN-B foi impulsionada pela expectativa de que a inflação continue elevada nos próximos meses.

Fatores que impulsionaram o recorde

O recorde de junho foi favorecido pela combinação de taxas atrativas — o Tesouro IPCA+ ofereceu rentabilidade real de até 6,5% ao ano — e pelo aumento da aversão ao risco no mercado acionário. “Muitos investidores migraram da renda variável para a renda fixa, buscando segurança e previsibilidade”, afirmou Pinto. Além disso, o calendário de vencimentos foi favorável: apenas R$ 2,3 bilhões em títulos venceram no mês, contra R$ 12,4 bilhões em emissões brutas.

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Estoque total e perfil do investidor

O estoque total do Tesouro Direto atingiu R$ 132,7 bilhões em junho, alta de 8,3% em relação a maio. O número de investidores cadastrados chegou a 2,8 milhões, sendo que 68% são pessoas físicas. A tíquete médio por operação foi de R$ 4.200, indicando a participação de investidores de médio porte. “O Tesouro Direto tem se consolidado como uma ferramenta de acesso à renda fixa para o pequeno e médio investidor”, destacou o coordenador.

Perspectivas para os próximos meses

Analistas esperam que a demanda por títulos públicos continue elevada, especialmente se a Selic permanecer em patamares altos e a inflação não ceder rapidamente. No entanto, alertam que o governo precisa manter a credibilidade fiscal para que a atratividade dos títulos se sustente. O Tesouro Nacional já anunciou que manterá o leilão semanal de títulos, com oferta focada em NTN-B e LFT.

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