IPCA-15 e setor externo na agenda desta quarta-feira
IPCA-15 e setor externo na agenda

O mercado financeiro acompanha nesta quarta-feira (28) a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de julho, considerado a prévia da inflação oficial do país. A expectativa mediana dos analistas consultados pela Bloomberg aponta para uma alta de 0,25% em relação a junho, o que representaria uma desaceleração ante o resultado de 0,39% registrado no mês anterior. Na comparação anual, o IPCA-15 acumula elevação de 5,2%, segundo projeções do mercado.

IPCA-15: cenário de desaceleração

O indicador, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reflete a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços para famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos nos 15 dias anteriores à coleta. A desaceleração esperada para julho é atribuída principalmente à queda nos preços de alimentos e combustíveis, que haviam pressionado o índice nos meses anteriores. "A inflação segue sob controle, mas ainda requer atenção do Banco Central", afirmou o economista-chefe de uma corretora, em nota a clientes.

Setor externo: conta corrente e investimentos

Outro destaque da agenda é a divulgação das estatísticas do setor externo referentes a junho, pelo Banco Central. As projeções indicam um déficit em conta corrente de US$ 1,2 bilhão, ligeiramente superior ao saldo negativo de US$ 1,1 bilhão registrado em maio. O resultado reflete o aumento das remessas de lucros e dividendos ao exterior. Por outro lado, os investimentos estrangeiros diretos (IED) devem somar US$ 4,5 bilhões no mês, suficientes para cobrir o déficit em conta corrente, segundo analistas.

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Impactos no câmbio e na bolsa

Os dados do setor externo influenciam diretamente o comportamento do dólar e da Bolsa de Valores. Um déficit maior pode pressionar a moeda americana para cima, enquanto um fluxo robusto de IED tende a sustentar o real. Para o estrategista de um banco de investimentos, "o mercado está atento à composição do financiamento externo do país, especialmente em um cenário de juros globais elevados". A agenda também inclui a leilão de títulos públicos pelo Tesouro Nacional, que pode sinalizar a demanda por papéis brasileiros.

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