O presídio feminino HMP Foston Hall, na Inglaterra, adotou uma estratégia inusitada para reduzir a escalada de violência entre as detentas: oferecer pedidos especiais à cozinha para as alas que não se envolverem em brigas. A unidade, que abriga 320 condenadas, enfrenta um aumento expressivo de agressões, tanto contra funcionários quanto entre as internas.
Como funciona o programa de recompensas
O sistema premia a ala com o melhor histórico de não violência a cada mês. As detentas da ala vencedora podem escolher entre hambúrgueres, pizzas, comida chinesa, tacos, peixe com fritas e kebabs. A prisão possui sete alas, cada uma com capacidade para 30 a 60 detentas, mas apenas uma pode ser a campeã mensal, conforme informou o jornal "The Sun". Os funcionários da cozinha são encarregados de preparar os pratos "especiais" para as contempladas.
Dados alarmantes de violência
Segundo a direção do presídio, as agressões contra funcionários aumentaram 21% no último ano, enquanto as brigas entre detentas subiram 11%. A iniciativa busca reverter esse cenário, incentivando a boa conduta por meio de benefícios gastronômicos. A medida reflete a gravidade da situação na penitenciária, que já abrigou figuras conhecidas do crime britânico.
Detentas notórias na penitenciária
Entre as internas atuais estão Lorraine Thorpe, uma das mais jovens assassinas da Grã-Bretanha, condenada em 2010, aos 15 anos, por duplo homicídio, incluindo o do próprio pai. Também cumpre pena Louise Porton, condenada em 2019 por assassinar as duas filhas. A presença de criminosas de alta periculosidade pode contribuir para o ambiente tenso.
Especialistas em segurança prisional questionam se recompensas alimentares são suficientes para conter a violência estrutural. A direção do HMP Foston Hall, no entanto, aposta na estratégia como forma de reduzir conflitos imediatos e melhorar o clima na unidade. O programa será avaliado ao longo dos próximos meses para medir sua eficácia.



