Uma mulher de 55 anos denunciou à polícia que foi agredida pelo genro, um policial militar de 30 anos, durante a festa de aniversário do neto, na noite de sábado (25), em Iguaba Grande, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. O caso foi registrado na 129ª Delegacia de Polícia e a vítima solicitou medidas protetivas com base na Lei Maria da Penha.
Detalhes da agressão durante a festa
Segundo o relato da denunciante, a confusão começou após uma discussão dentro da residência. A vítima afirmou que foi conversar com a filha, esposa do agressor, quando o genro entrou no quarto, a empurrou sobre a cama e desferiu três socos no rosto dela. A filha teria pedido para que o marido parasse, mas as agressões continuaram, de acordo com o boletim de ocorrência.
A vítima sofreu lesões faciais, com inchaços e marcas visíveis. Ela foi encaminhada ao Instituto Médico Legal para exame de corpo de delito, que deve comprovar as lesões. A Polícia Civil investiga o caso.
Medidas protetivas e papel da Lei Maria da Penha
A mulher requereu medidas protetivas de urgência, como o afastamento do agressor do lar e a proibição de contato. A Lei Maria da Penha, em vigor desde 2006, prevê esse tipo de proteção para vítimas de violência doméstica. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a cada minuto, 29 mulheres são vítimas de violência doméstica no Brasil, e a maioria dos agressores são conhecidos das vítimas.
O caso ganha relevância por envolver um policial militar, agente do Estado cuja função é proteger a população. A corporação pode abrir um procedimento administrativo interno para apurar a conduta do agente. A Polícia Militar informou que aguarda o posicionamento oficial sobre o caso.
Posicionamento da polícia e próximos passos
O g1 entrou em contato com a Polícia Militar para esclarecimentos, mas até o momento não obteve retorno. A 129ª DP de Iguaba Grande segue com as investigações. A vítima, que preferiu não se identificar, aguarda as providências judiciais. Ela disse estar abalada e temer novas agressões, já que o genro continua em liberdade.
Casos como esse reforçam a importância de denunciar a violência doméstica. As denúncias podem ser feitas pelo Disque 180, a Central de Atendimento à Mulher. A orientação é que vítimas busquem ajuda imediatamente e registrem boletim de ocorrência.



