O Ibovespa opera em alta nesta sessão, sustentado pelo avanço das ações da Vale, pela divulgação de dados fracos da produção industrial brasileira e por rumores de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã. O movimento reforça a percepção de que o Copom deve cortar a Selic na próxima reunião.
Vale e mineração puxam alta
Os papéis da Vale registram ganhos expressivos, impulsionados pela alta do minério de ferro no exterior. A commodity subiu com expectativas de estímulos na China, maior consumidora global de minério. Com isso, a mineradora contribui positivamente para o índice, que também é beneficiado por outras ações ligadas a commodities.
Indústria fraca reforça corte da Selic
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a produção industrial brasileira recuou 0,2% em junho, na comparação com maio, e acumula queda de 1,6% no semestre. O resultado veio abaixo das expectativas do mercado, que previa estabilidade. Esse cenário de atividade econômica fraca aumenta a pressão sobre o Banco Central para reduzir a taxa básica de juros na reunião do Copom, marcada para a próxima semana.
Acordo entre EUA e Irã no radar
Nos bastidores, crescem os rumores de que Estados Unidos e Irã estariam próximos de um acordo que poderia aliviar as tensões no Oriente Médio. A possibilidade de um entendimento reduz o risco geopolítico e favorece ativos de risco, como ações e moedas de países emergentes. O petróleo, por outro lado, opera em queda, o que também contribui para o apetite por risco.
Impacto no câmbio e nos juros futuros
O dólar comercial opera em baixa frente ao real, refletindo o ambiente externo mais favorável e a expectativa de corte de juros no Brasil. Os juros futuros também recuam, com investidores ajustando posições para um cenário de Selic mais baixa. A combinação de fatores eleva a confiança do investidor e sustenta a alta do Ibovespa.
Perspectiva para o Copom
Analistas consultados pelo Valor apontam que a fraqueza da indústria e a inflação sob controle aumentam a probabilidade de um corte de 0,50 ponto percentual na Selic, atualmente em 13,75% ao ano. O mercado monitora de perto a comunicação do Banco Central, que já sinalizou que pode iniciar o ciclo de afrouxamento monetário. A decisão final será tomada na reunião do Comitê de Política Monetária, que acontece nos dias 1º e 2 de agosto.
Até o fechamento desta edição, o Ibovespa subia 0,8%, aos 118.500 pontos, com volume financeiro em linha com a média histórica. A agenda econômica desta semana ainda reserva a divulgação do IPCA-15 de julho, que deve reforçar a tendência de desaceleração da inflação.



