Ibovespa fecha quase estável e confirma primeira perda semanal em um mês
Ibovespa quase estável com primeira perda semanal em um mês

O Ibovespa fechou quase estável nesta sexta-feira, com Petrobras (PETR4, PETR3) atenuando a pressão negativa principalmente dos bancos, mas confirmou a primeira perda semanal em um mês. O índice de referência do mercado acionário brasileiro cedeu 0,06%, a 173.714,08 pontos, acumulando declínio de 2,33% na semana. Na máxima do dia, chegou a 174.504,63 pontos; na mínima, a 173.285,28 pontos.

Volume financeiro e influências externas

O volume financeiro no pregão somou R$ 23,86 bilhões, em sessão ainda marcada pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista. A última sessão da semana na B3 teve como pano de fundo o desempenho negativo de praças acionárias no exterior, onde o norte-americano S&P 500 recuou 1%, pressionado por nova queda de ações de fabricantes de chips.

O petróleo também voltou a subir com a intensificação dos ataques entre EUA e Irã, além de ameaça de fechamento do Mar Vermelho e restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz, o que ajuda petrolíferas, mas adiciona volatilidade e traz receios sobre inflação.

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IBC-Br e perspectivas econômicas

Na pauta local, o IBC-Br, sinalizador do desempenho do PIB calculado pelo Banco Central, mostrou uma desaceleração na atividade econômica brasileira em maio um pouco menor do que as expectativas. Economistas do Bank of America destacaram que, de acordo com o IBC-Br, a atividade econômica vem oscilando desde fevereiro de 2026, após uma expansão mais acentuada entre setembro de 2025 e janeiro de 2026.

“O efeito de algumas das medidas de estímulo implementadas pelo governo ainda pode sustentar algum crescimento nos próximos meses, já que elas só recentemente começaram a produzir efeitos”, afirmaram em relatório a clientes. Os economistas do BofA afirmaram que continuam projetando crescimento do PIB de 2,3% em 2026 e que o IBC-Br de maio é consistente com a expectativa do banco de mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic em agosto.

Destaques do pregão

PETROBRAS PN (PETR4) subiu 2,53% e PETROBRAS ON (PETR3) avançou 2,62%, endossadas pela alta do petróleo no exterior, onde o barril do Brent fechou em alta de 4,59%, a US$ 88,10. ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) caiu 1,39%, com o sinal negativo dominando os bancos do Ibovespa. BRADESCO PN (BBDC4) recuou 0,65%, BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) cedeu 1,3% e SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) perdeu 0,67%.

VALE ON (VALE3) terminou com variação negativa de 0,05%, em mais um dia negativo para o setor no exterior. Na China, o contrato futuro de minério de ferro mais negociado em Dalian subiu 0,53%. CSN ON (CSNA3) recuou 0,98%, tendo no radar dados sobre a produção de aço no Brasil no mês passado, bem como relatório do Safra cortando o preço-alvo do papel de R$ 11,30 para R$ 6,10, com manutenção da recomendação neutra. CSN MINERAÇÃO ON (CMIN3) caiu 2,2%, com o mesmo relatório do Safra reduzindo o preço-alvo de R$ 5,80 para R$ 5,40 e reiterando “underperform”. Na contramão, USIMINAS PNA (USIM5) avançou 4,18%, após quatro quedas seguidas, e GERDAU PN (GGBR4) fechou com acréscimo de 0,54%. Na véspera, o UBS BB citou em relatório a clientes que a Gerdau (GGBR4) anunciou aumento de preço de aço longo na América do Norte.

VAMOS ON (VAMO3) encerrou com acréscimo de 0,32%, perdendo o fôlego após avançar mais de 4% na máxima do dia. A companhia de aluguel e gestão de frotas de veículos pesados reportou prévia de resultado do segundo trimestre, com receita líquida de R$ 1,55 bilhão, alta de 10,1%. A empresa também reiterou previsões para o ano. MRV&CO ON (MRVE3) caiu 3,31%, em pregão negativo para construtoras, tendo como pano de fundo o avanço nas taxas futuras de juros. O índice do setor imobiliário na B3 fechou em baixa de 1,82%.

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