Condenado a 25 anos por espancar mulher até a morte em Bom Jesus
Condenado a 25 anos por espancar mulher até a morte

A Justiça do Piauí condenou Annerson Souza Pinheiro a 25 anos, 5 meses e 7 dias de reclusão pelo espancamento que resultou na morte de Edina Martins Dias Lima, de 45 anos. O crime ocorreu em novembro de 2024, no município de Bom Jesus, no Sul do estado. A sentença foi proferida na quinta-feira (16) e incluiu também a condenação por fraude processual, após o réu ser flagrado limpando vestígios de sangue para alterar a cena do crime.

Detalhes do crime e da investigação

De acordo com o Ministério Público do Piauí (MPPI), o filho da vítima foi a primeira pessoa a chegar ao local, chamado por vizinhos que ouviram os gritos de Edina. Ao entrar na casa, os policiais encontraram lençóis manchados de sangue e vestígios em outros cômodos. A vítima foi encontrada morta, com ferimentos no rosto e fraturas no crânio.

A delegada Roane Melo, responsável pelo caso na época, afirmou: "Quando os policiais chegaram, ele tentou dizer que a vítima tinha tomado muitos remédios, mas a casa estava cheia de sangue, o que não condizia com a história. Existem marcas de defesa nela. Ela lutou muito por sua vida."

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Relação e histórico de agressões

Segundo a investigação, o relacionamento entre Annerson e Edina havia começado poucos meses antes do crime. Vizinhas relataram que o homem apresentava comportamento agressivo, mas a vítima nunca registrou boletim de ocorrência contra ele. Ao manter a prisão preventiva de Annerson, o juiz Cleber Roberto Soares de Souza, da 1ª Vara da Comarca de Bom Jesus, destacou que, embora não houvesse registros anteriores de medidas protetivas, "a violência com que o delito foi praticado revela sua periculosidade".

Canais de denúncia de violência contra a mulher

A Polícia Militar do Piauí disponibiliza o número 190 para denúncias. O Governo Federal oferece a Central de Atendimento à Mulher pelo número 180. Em Teresina, a Guarda Municipal Maria da Penha atende pelo 153. Também há o aplicativo da campanha “Ei, mermã, não se cale!”, com WhatsApp no 0800 000 1673, que oferece escuta qualificada, orientação e encaminhamento para a rede de apoio.

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