Ibovespa fecha em queda na contramão do exterior; dólar estável a R$ 5,07
Ibovespa fecha em queda; dólar estável a R$ 5,07

O Ibovespa fechou em queda de 0,8% nesta quarta-feira, aos 128.500 pontos, na contramão dos mercados externos, que operaram em alta. O dólar comercial ficou estável, cotado a R$ 5,07, sem grandes oscilações ao longo do dia. O movimento foi influenciado pela pressão das ações da Vale e Petrobras, além da cautela com o impacto das novas tarifas dos EUA sobre o Brasil.

Vale e Petrobras pressionam índice

As ações da Vale (VALE3) recuaram 1,5%, refletindo preocupações com a demanda chinesa por minério de ferro e a desaceleração econômica na China. Já a Petrobras (PETR4) caiu 0,9%, acompanhando a queda do petróleo no mercado internacional. Outros papéis de peso, como Engie e ISA Energia, também contribuíram para o desempenho negativo, com recuos de 5% após anúncios de ofertas de ações.

Exterior em alta não contamina Brasil

Nos Estados Unidos, os índices S&P 500 e Nasdaq fecharam em alta, impulsionados por dados de inflação ao produtor (PPI) abaixo do esperado e pelo Livro Beige do Fed, que indicou moderação na atividade econômica. Apesar do ambiente positivo lá fora, o Ibovespa não acompanhou a tendência, pressionado por fatores locais, como a cautela com o cenário fiscal e a tramitação de emendas parlamentares no Congresso.

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Fazenda vê impacto reduzido de tarifas dos EUA

O Ministério da Fazenda divulgou nota avaliando que as novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos ao Brasil terão impacto macroeconômico reduzido. Segundo a pasta, os setores mais afetados representam uma parcela pequena do PIB brasileiro. Ainda assim, o mercado segue atento a possíveis retaliações e ao desdobramento das negociações bilaterais.

Dólar estável em meio a expectativas

A moeda americana oscilou entre R$ 5,06 e R$ 5,08, mas fechou praticamente estável. O Banco Central realizou leilão de swap cambial para rolagem de contratos, sem grandes intervenções. Investidores aguardam a decisão de juros do Copom na próxima semana, que deve manter a Selic em 14,25% ao ano.

Destaques corporativos

Na B3, a Ânima Educação (ANIM3) desabou 33% após anunciar a compra da FMU, em operação que desagradou o mercado. Já a MRV (MRVE3) chegou a subir forte com desinvestimentos na Luggo, mas fechou em leve alta de 0,3%. O Assaí (ASAI3) anunciou a inauguração da primeira farmácia dentro de um supermercado e planeja abrir mais 250 unidades, mas o papel não reagiu de forma significativa.

Perspectivas

Analistas apontam que o Ibovespa pode buscar suporte nos 127.000 pontos, enquanto resistência está nos 130.000. O cenário externo favorável pode ajudar, mas as incertezas fiscais e políticas domésticas seguem limitando ganhos. O mercado também monitora o andamento das reformas tributária e administrativa, além dos desdobramentos das investigações sobre fraudes tributárias envolvendo grandes escritórios de advocacia.

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