O Ibovespa iniciou o pregão desta quinta-feira em alta, refletindo o alívio nos mercados globais após a decisão do Federal Reserve e a divulgação de dados econômicos nos Estados Unidos. Enquanto isso, a arrecadação do governo federal registrou crescimento de 7,7% em junho, impulsionada pelo setor de petróleo, conforme dados oficiais. No cenário corporativo, o lucro da divisão de chips da Samsung disparou 250 vezes, impulsionado pelo avanço implacável da inteligência artificial.
Ibovespa e mercados internacionais
O índice brasileiro seguiu o tom positivo de Wall Street, onde o PIB dos EUA cresceu a uma taxa anualizada de 1,5% no primeiro trimestre de 2026, abaixo do esperado. Apesar do número fraco, os investidores reagiram à sinalização do Fed de que pode adotar uma postura mais acomodatícia. O Morgan Stanley viu alívio para ações do Brasil após a decisão, mas alertou que o “limbo” econômico ainda não acabou. No mercado de câmbio, o dólar operou estável, com investidores monitorando tensões geopolíticas.
Arrecadação federal em alta
A arrecadação do governo federal cresceu 7,7% em junho na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 210 bilhões, de acordo com a Receita Federal. O desempenho foi puxado pelo aumento da arrecadação de royalties e participações especiais do petróleo, com a commodity mantendo patamares elevados. O resultado positivo ajuda a meta fiscal do governo, mas especialistas alertam que a inadimplência ainda é um desafio, mesmo com as renegociações do Desenrola 2.0.
Resultados corporativos movimentam a bolsa
No setor de tecnologia, o lucro da divisão de semicondutores da Samsung saltou 250 vezes no segundo trimestre de 2026, atingindo US$ 12,5 bilhões, impulsionado pela demanda por chips de IA. Nos EUA, as ações da Apple recuaram levemente após alta acumulada de 24% no ano, com investidores na expectativa do balanço trimestral. Já a Adidas viu suas ações caírem 17% após resultados que ofuscaram uma revisão positiva das vendas, com a empresa enfrentando custos operacionais mais altos.
A Shell lucrou mais que o esperado no segundo trimestre, destacando a produção recorde no Brasil, enquanto a Intelbras saltou 11% após divulgar resultados do 2T, considerados pelo mercado como “uma das melhores histórias de execução”. A Ambev frustrou projeções no segundo trimestre, apesar do lucro forte, e suas ações caíram. A Motiva (MOTV3) subiu forte após balanço acima do esperado, com surpresa positiva no capex.
Política e investigações no Brasil
O governo Lula repudiou a prorrogação da emergência dos EUA sobre o Brasil, classificando a medida como “descabida”. Em outra frente, a Polícia Federal avalia incluir o senador Flávio Bolsonaro na lista da Interpol para rastrear dinheiro do esquema ‘Dark Horse’. O senador, em vídeo, afirmou que Lula encoraja a atuação de “bandidos” e “vagabundos”. A investigação sobre Lulinha, filho do presidente, provocou novo embate entre a PF e o ministro André Mendonça. O TSE afrouxou regras para big techs em nova portaria, concentrando decisões no ministro Kássio Nunes Marques.
Tensões geopolíticas globais
No cenário internacional, EUA e Irã trocaram ataques em mais um episódio da guerra que já dura cinco meses no Oriente Médio. A União Europeia liberou 3,47 bilhões de euros para a Ucrânia, destinados à aquisição de drones e jatos. Fontes indicam que o Irã receberá lança-mísseis portáteis da China em poucas semanas. A Rússia acusou o fundador do Telegram de apoiar terrorismo, gerando reação do empresário.
Outros destaques do dia
No mercado de crédito privado, a Bradsaúde teve cobertura retomada pelo JPMorgan com recomendação de compra, e as ações subiram. A Amazon recebeu sinal verde para operar até 2,5 mil táxis-robôs por ano nos Estados Unidos. A BMW prometeu “rever o intocável” após o lucro despencar. No setor imobiliário, o The Natural One avalia opções estratégicas, incluindo a venda. O uso de livros para alimentar IAs gerou polêmica, com milhões de exemplares sendo destruídos.



