As bolsas europeias fecharam em alta nesta quinta-feira, 30, com exceção de Londres, impulsionadas por uma combinação de balanços corporativos, dados econômicos acima do esperado na zona do euro e a percepção de que o Banco da Inglaterra (BoE) manteve uma postura cautelosa ao preservar os juros. Apesar das tensões geopolíticas no Oriente Médio e da incerteza após a decisão do Federal Reserve (Fed), o apetite por risco prevaleceu, favorecendo principalmente os setores financeiro, industrial e de defesa.
Desempenho dos principais índices
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,10%, a 10.897,27 pontos, após oscilar perto da estabilidade durante o pregão. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,45%, a 25.574,50 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,92%, a 8.485,64 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,29%, a 52.104,38 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,71%, a 19.744,40 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 1,07%, a 9.145,86 pontos. As cotações são preliminares.
Dados macroeconômicos superam expectativas
No noticiário macroeconômico, o PIB da zona do euro cresceu 0,4% no segundo trimestre ante o anterior, acima da previsão de 0,1%. Alemanha, França, Itália e Espanha também superaram as expectativas. O índice de sentimento econômico do bloco avançou mais do que o esperado em julho, reforçando a confiança dos investidores.
No Reino Unido, o BoE manteve os juros em 3,75%. Analistas do Commerzbank avaliaram que a autoridade monetária evitou sinalizar um aumento já em setembro, diante da inflação mais moderada, da recuperação econômica ainda frágil e das incertezas relacionadas ao conflito entre Irã e EUA. Já a MainSky Asset Management afirmou que a estratégia do presidente do Fed, Kevin Warsh, de reduzir o forward guidance amplia a incerteza para os mercados.
Balanços corporativos movimentam setores
Entre as empresas que divulgaram balanço, Rolls-Royce, Schneider Electric, Air France-KLM, Anglo American, Lloyds e ING viram suas ações subirem. Por outro lado, Stellantis, Casino e Rentokil – esta última com tombo de 21% – ficaram no vermelho. A Shell registrou fortes ganhos após divulgar resultados, mas operou com volatilidade e encerrou perto da estabilidade. A AB InBev registrou baixa significativa com a publicação dos números, mas conseguiu fechar praticamente estável.
Queda expressiva da Adidas em Frankfurt
Em Frankfurt, a Adidas despencou 14% após alertar para o impacto do aumento dos gastos com marketing da Copa do Mundo sobre a lucratividade. O alerta da empresa de artigos esportivos pesou sobre o setor e contrastou com o tom geral positivo do mercado.
Perspectivas e riscos geopolíticos
O ambiente de negócios permanece atento às tensões no Oriente Médio e à política monetária dos grandes bancos centrais. Apesar do otimismo pontual, a incerteza gerada pela postura do Fed e pelo conflito Irã-EUA mantém os investidores cautelosos, especialmente em relação a setores mais sensíveis ao cenário geopolítico.



