A Telefônica Brasil, controladora da Vivo, está em negociações avançadas para firmar uma parceria de compartilhamento de torres de telecomunicações com uma empresa especializada em infraestrutura. O objetivo é dividir os espaços físicos das torres e os custos operacionais, gerando uma economia estimada em até R$ 500 milhões por ano.
Detalhes da negociação
Segundo fonte próxima às conversas, a empresa escolhida é uma das maiores operadoras de torres do país, mas o nome ainda não foi revelado. O acordo prevê que a Telefônica cederá parte de suas torres para a parceira, que por sua vez instalará equipamentos de outras operadoras e compartilhará os gastos com manutenção, energia e aluguel dos terrenos.
O modelo de negócio segue a tendência global de desverticalização das operadoras de telecomunicações, que buscam reduzir custos fixos e focar em serviços de valor agregado. No Brasil, a Vivo já possui cerca de 15 mil torres próprias e o acordo pode envolver até 30% dessa base.
Impacto financeiro e operacional
A economia de R$ 500 milhões representa aproximadamente 5% dos custos operacionais anuais da Telefônica Brasil, que somam cerca de R$ 10 bilhões. O presidente da empresa, Christian Gebara, afirmou em teleconferência recente que "o compartilhamento de infraestrutura é essencial para manter a competitividade sem comprometer a qualidade dos serviços".
A iniciativa também pode acelerar a expansão da rede 5G, já que a parceira de torres pode instalar equipamentos de outras operadoras, aumentando a capilaridade da cobertura. Analistas do setor apontam que a medida é positiva para a empresa, pois reduz o capital empregado em ativos imobilizados.
Contexto do setor
O movimento de compartilhamento de torres não é novo no Brasil. A TIM e a Claro já possuem uma joint venture de torres chamada Ipiranga, que administra mais de 10 mil estruturas. A Vivo, até então, mantinha suas torres integralmente sob controle próprio. Com a parceria, a empresa busca alinhar-se às práticas de mercado e liberar recursos para investimentos em tecnologia.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), o compartilhamento de infraestrutura pode reduzir em até 40% os custos de implantação de novas estações rádio base (ERBs). A Telefônica Brasil pretende fechar o acordo até o final do ano, sujeito à aprovação dos órgãos reguladores.



