O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, na contramão dos mercados internacionais, pressionado por movimentos corporativos e preocupações com a economia chinesa. O dólar manteve-se estável, cotado a R$ 5,07, enquanto investidores avaliam o impacto de novas tarifas dos EUA sobre o Brasil.
Vale: entre recordes e temores com China
As ações da Vale (VALE3) oscilaram entre máximas históricas e preocupações com a desaceleração da China, maior compradora de minério de ferro. Analistas apontam que a demanda chinesa segue incerta, mas a mineradora continua se beneficiando de preços elevados do minério. O Goldman Sachs manteve recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 90.
Engie e ISA Energia despencam 5% com ofertas de ações
As ações da Engie (EGIE3) e ISA Energia (ISAE3) caíram cerca de 5% na B3 após anúncios de ofertas públicas de ações (follow-ons). A Engie pretende captar até R$ 3 bilhões para investimentos em renováveis, enquanto a ISA Energia busca levantar recursos para expansão da transmissão. O movimento gerou diluição para acionistas existentes.
Fazenda vê impacto limitado de tarifas dos EUA
O Ministério da Fazenda avaliou que as novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos ao Brasil terão impacto macroeconômico reduzido. Segundo a pasta, as medidas afetam setores específicos, como aço e alumínio, mas não devem comprometer o crescimento do PIB. O mercado, no entanto, monitora possíveis retaliações.
Ânima despenca 33% após compra da FMU
As ações da Ânima Educação (ANIM3) desabaram 33% após a aquisição da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) por R$ 1,2 bilhão. O mercado reagiu negativamente ao preço pago e ao aumento de alavancagem. O Bradesco BBI cortou a recomendação para venda, citando riscos de integração.
Assaí Farma: receita maior, mas sem reprecificação imediata
O Assaí anunciou a inauguração da primeira farmácia dentro de um supermercado da rede e planos de abrir mais 250 unidades. A iniciativa deve ampliar a receita, mas analistas do BTG Pactual afirmam que não há expectativa de reprecificação imediata das ações. O papel fechou em alta de 1,2%.
BofA eleva B3 para compra com potencial de alta de 40%
O Bank of America (BofA) elevou a recomendação das ações da B3 (B3SA3) de neutra para compra, com preço-alvo de R$ 18, potencial de alta de 40% em relação ao fechamento anterior. O banco cita a queda recente como oportunidade, destacando o crescimento do mercado de capitais brasileiro. A ação subiu 2,5% no dia.
Novo Nordisk suspende venda direta de canetas emagrecedoras
A Novo Nordisk anunciou a suspensão temporária da venda direta de canetas emagrecedoras (Wegovy e Saxenda) no Brasil, devido à alta demanda global e restrições de oferta. A medida visa priorizar pacientes com prescrição médica e evitar o uso inadequado. A empresa não informou prazo para retomada.
Blau cai 5% após rebaixamento do Goldman Sachs
A Blau Farmacêutica (BLAU3) fechou em queda de 5,15% após sofrer rebaixamento duplo do Goldman Sachs, que cortou a recomendação de compra para venda e reduziu o preço-alvo de R$ 30 para R$ 20. O banco citou concorrência acirrada e margens pressionadas.
MRV sobe com desinvestimentos na Luggo, mas fecha estável
A MRV (MRVE3) chegou a subir forte durante o pregão após anunciar a venda de participação na Luggo, sua plataforma de aluguel, por R$ 400 milhões. No entanto, o papel fechou em leve alta de 0,3%, com investidores ainda céticos quanto à estratégia de desalavancagem.
Bolsas de NY fecham em alta com PPI benigno
As bolsas de Nova York fecharam em alta, impulsionadas por dados de inflação ao produtor (PPI) abaixo do esperado e pelo Livro Beige do Federal Reserve, que indicou moderação econômica. O Dow Jones subiu 0,5%, o S&P 500 avançou 0,7% e o Nasdaq ganhou 0,9%. O mercado também monitorou tensões no Oriente Médio.



